- Putin afirmou, no SPIEF, que não vê sentido em encuentro com Zelensky antes de definir termos de um possível acordo, e afirmou que a ofensiva militar continuará até alcançar os objetivos.
- Zelensky pediu reunião direta para encerrar a guerra; aliados, incluindo os Estados Unidos e a França, apoiam a ideia, e Zelensky deve se encontrar em Londres com Macron, Starmer e Merz.
- A Rússia busca manter o controle da região de Donbass; as negociações mediadas pelos EUA não chegaram a acordo e Kiev rejeita as exigências de Moscou.
- A economia russa enfrenta pressões, com queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2026, mas Putin nega colapso e diz que a economia está se tornando soberana.
- O evento SPIEF ocorreu dias após ataques de drones ucranianos em São Petersburgo, com demonstrações militares e presença de figuras internacionais no encontro.
Putin afirma que economia russa resiste à guerra contra a Ucrânia e rejeita encontro com Zelensky
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira que não há necessidade de um encontro com o líder ucraniano no momento. A declaração ocorreu em meio a um apelo de Zelensky por reunião direta para encerrar o conflito que já dura quatro anos.
Putin falou no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF). O dirigente afirmou que só há utilidade em reuniões quando houver termos definidos para um possível acordo de paz. Enquanto isso, prometeu manter a ofensiva militar até alcançar os objetivos traçados.
Contornos do conflito e negociações
A Rússia insiste no controle da região de Donbass e em restrições políticas para a Ucrânia, posições rejeitadas por Kiev e aliados. As negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, não avançaram.
Na quinta-feira, Zelensky afirmou, em carta aberta, que propunha um encontro direto com Putin para definir uma data e encerrar a guerra. Putin disse que a única utilidade de tal reunião seria interromper o avanço russo, e destacou a necessidade de acordos previos.
O Kremlin questiona a legitimidade de Zelensky como chefe de Estado da Ucrânia, o que complica as negociações. Centenas de milhares de pessoas já morreram desde o início da ofensiva russa, em fevereiro de 2022, e vastas áreas da Ucrânia foram destruídas.
Economia sob pressão e cenário político
A economia russa enfrentou pressão com aumento de preços, impostos e custos de empréstimos, afetando a população. O PIB do país registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2026, a primeira contração trimestral em três anos.
Putin minimizou relatos de crise econômica, afirmando que a Rússia trabalha em uma economia soberana e que críticas são parte do debate público. Ele também recusou a ideia de que o país vive uma crise sistêmica.
SPIEF e cenário internacional
O SPIEF, muitas vezes chamado de “Davos russo”, ocorreu em meio a ataques ucranianos a infraestrutura russa, que ampliam tensões geopolíticas. O torneio empresarial destacou debates sobre investimentos em regiões ocupadas pela Rússia.
Entre os presentes, destacaram-se figuras internacionais com presença mais discreta em comparação a anos anteriores. O evento atrai delegações de China e Arábia Saudita, com participação de alguns apoiadores de Putin.
Fonte: AFP
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