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Batalha subaquática se intensifica com ameaças a cabos e oleodutos

AUKUS planeja veículos submarinos não tripulados para proteger cabos e oleodutos, ampliando vigilância, reconhecimento e resposta a ataques no leito marinho

O logotipo do AUKUS é exibido durante a Security Equipment International (DSEI) no London Excel, em 09 de setembro de 2025, em Londres, Inglaterra
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  • Os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido vão desenvolver veículos submarinos não tripulados para proteger cabos e oleodutos submarinos, como parte do pacto AUKUS.
  • O acordo foi anunciado durante reunião de ministros da Defesa em Cingapura, com as primeiras entregas previstas para o próximo ano.
  • O objetivo é ampliar reconhecimento, ataque e defesa marítima, incluindo mecanismos de detecção de minas e resposta a ameaças a infraestrutura crítica subaquática.
  • Comentários oficiais destacam o aumento de ataques a cabos submarinos e a vulnerabilidade de redes que carregam grande parte do tráfego mundial de dados e energia.
  • Estima-se que cerca de 570 cabos transportem entre 95% e 99% dos dados intercontinentais, com 80 cables adicionais planejados para ampliar a cobertura.

Os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido anunciaram, em Cingapura, um acordo para aumentar a proteção de cabos submarinos e oleodutos por meio de veículos não tripulados. O pacto AUKUS visa desenvolver drones submarinos com capacidades de reconhecimento, ataque e detecção de minas. As primeiras entregas estão previstas para o próximo ano.

A iniciativa faz parte de uma estratégia trilateral para reduzir vulnerabilidades em infraestruturas críticas no leito marinho. Autoridades destacam a necessidade de reforçar a capacidade de resposta a ataques que afetam as redes de energia e dados que atravessam mares rasos.

Segundo líderes do bloco, o esforço busca preservar a superioridade tecnológica e ampliar a atuação em guerra anti-submarino e anti-superfície, com sensores avançados e sistemas de armas para drones. O objetivo é ampliar a proteção de cabos de fibra óptica e oleodutos.

O tema ganhou importância diante de relatos de aumento de ataques a infraestrutura submarina nos últimos 18 meses. Analistas apontam riscos de sabotagem por parte de potências associadas a ataques cibernéticos e operações militares.

Especialistas destacam que, globalmente, cerca de 570 cabos submarinos transportam a maior parte do tráfego de telecomunicações intercontinental. Além disso, redes de cabos de energia verde devem ampliar a dependência de ligações no leito marítimo.

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido e autoridades australianas têm ressaltado a vulnerabilidade de rotas subaquáticas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, que concentra grande parte do tráfego internacional. A dinâmica preocupa governos pela interligação com comércio e serviços digitais globais.

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