- A União Europeia anunciou oficialmente a exclusão do Brasil da lista de exportadores autorizados de proteínas e produtos de origem animal, com vigência a partir de três de setembro deste ano.
- O motivo é o descumprimento das regras rígidas do bloco contra uso excessivo de antimicrobianos na pecuária e de exigências de rastreabilidade não atendidas no prazo.
- Brasil perde direito de vender carne bovina, frango, cavalo, tripas, peixes e mel para a Europa; Argentina, Uruguai e Paraguai seguem autorizados.
- A Comissão Europeia informou que o Brasil pode retornar à lista assim que comprovar o cumprimento dos requisitos; o governo brasileiro diz que faltaram informações dentro do prazo exigido.
- A medida ocorre durante o início do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, e a UE representa 5,7% do valor total das carnes brasileiras exportadas.
A União Europeia confirmou a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar proteínas e produtos de origem animal. A decisão foi publicada oficialmente e estabelece que as exportações de carne e outros itens ficam proibidas a partir de 3 de setembro. O motivo envolve o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária, prática contra a qual o bloco impõe regras rígidas.
Com a medida, o Brasil perde o direito de vender carne bovina, frango, cavalo, tripas, peixes e mel para o espaço europeu. Países do Mercosul como Argentina, Uruguai e Paraguai permanecem autorizados a exportar para a UE.
A UE informou que o Brasil não entregou as informações exigidas dentro do prazo estabelecido pelas autoridades sanitárias internacionais. A porta-voz Eva Hrncirova sinalizou que o retorno à lista depende da comprovação de cumprimento dos requisitos, incluindo rastreabilidade e restrições adicionais.
O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, reiterou o papel dos padrões europeus de saúde e antimicrobianos, afirmando que o sistema de controle do bloco funciona ao impor requisitos equivalentes aos importados. A decisão ocorre em meio ao interesse de continuidade do acordo de livre comércio entre Mercosul e UE.
A indústria brasileira reagiu com preocupação. O presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel destacou que não há relação entre o uso de antibióticos e o mel brasileiro, que é líder mundial em produção orgânica. Ele também sugeriu que o veto pode ter motivos geopolíticos ligados ao acordo comercial.
A UE é o segundo maior destino das carnes vendidas pelo Brasil, respondendo por cerca de 5,7% do valor total das exportações do setor. O veto impacta diferentes elos da cadeia do agronegócio e aumenta a pressão por ajustes regulatórios no país.
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