- O Hezbollah rejeitou o acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel, negociado com mediação dos Estados Unidos, na quinta-feira, 4 de junho.
- O presidente do Líbano, Joseph Aoun, disse que o Irã usa o Líbano como moeda de troca nas negociações com os EUA e que os interesses do país não coincidem com os interesses iranianos.
- O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que, se o Líbano fosse moeda de troca, já haveria acordo há muito tempo, lembrando que o território libanês está ocupado por tropas de Israel.
- Araghchi criticou Aoun ao dizer que, segundo ele, o Irã não ocupa o Líbano e pediu que o país se livre do que chamou de inimigo real.
- O Hezbollah afirmou que a guerra só terminará quando terminar no Líbano, e Araghchi expressou apoio à posição do grupo em manter a luta.
O Irã rebateu as críticas do presidente do Líbano, Joseph Aoun, que afirmou que o Líbano é usado como moeda de troca nas negociações entre o Irã e os EUA. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que, se o Libano fosse moeda de troca, já haveria acordo.
Aoun afirmou, em entrevista à CNN Internacional, que o Líbano paga o preço de alinhamentos com interesses de terceiros e que os seus não coincidem com os interesses iranianos. Ele também saiu em defesa do povo libanês, destacando que o país não pode permanecer como arena de guerras.
Araghchi respondeu pelas redes sociais que o Libano está sob ocupação de Israel, lembrando a presença de tropas israelenses no território. O comentário veio após o Libano ter entrado no conflito com o Hezbollah, que controla parte do território, ter atacado Israel em retaliação ao início do conflito envolvendo o Irã.
Desdobramentos e posição regional
O Hezbollah rejeitou, na quinta-feira, um cessar-fogo mediado pelos EUA entre Líbano e Israel, argumentando que desarmar a resistência colocaria o país em risco existencial. Naim Qassem, líder do grupo, afirmou que esse ponto não pode ser a base de um acordo.
No mesmo dia, Araghchi apoiou a decisão do Hezbollah, afirmando que o fim da guerra depende, também, de desfechos no Líbano. A declaração foi dada à Al Mayadeen e reforçou a linha de apoio ao Hezbollah na região.
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