- Mulheres britânicas que o acusado Andrew Tate enfrenta acusações de estupro, agressão e controle coercitivo questionam por que ele apareceu na Rússia enquanto o pedido de extradição do Reino Unido não é decidido.
- Tate chegou a Moscou na mesma semana em que autoridades russas receberam figuras de direita dos EUA em um encontro anual, descrito como a resposta da Rússia ao Davos.
- Um advogado das mulheres afirmou que a falha britânica em extraditar os irmãos Tate gerou o “espetáculo extraordinário” de eles terem ganhado espaço na Rússia para atacar valores ocidentais.
- Os Tate também enfrentam acusações na Romênia por tráfico humano, estupro e formação de grupo criminoso organizado, após a prisão em dezembro de 2022; a extradição ao Reino Unido depende da conclusão desses processos.
- Um porta-voz do Home Office afirmou o compromisso do governo com o combate à violência contra mulheres, sem confirmar ou negar se houve pedido de extradição, citando a investigação romena.
Andrew Tate permanece no radar internacional enquanto autoridades britânicas mantêm a hesitação em extraditar o empresário aos EUA. O influencer esteve na Rússia, onde chegou na semana de um encontro econômico em Moscou, em meio a críticas de vítimas que o acusam de rape, agressão e controle coercitivo.
As acusações contra Tate e seu irmão Tristan incluem crimes no Reino Unido, como rape, lesões corporais e tráfico de pessoas, além de uma ação civil movida por quatro mulheres. Em Romênia, eles enfrentam acusações semelhantes, após a prisão em 2022. O mandato de extradição ainda está vigente, mas não foi executado devido ao andamento dos processos naquele país.
O desembarque em Moscou coincidiu com a recepção de figuras de direita dos EUA em uma conferência anual descrita como resposta russa ao Davos. A agenda também incluiu a participação de representantes pró-Kremlin que sinalizam alinhamento com narrativas de desinformação.
Acompanhado pela imprensa, Tate recebeu uma recepção teatral na capital russa, com apresentações artísticas na cerimônia de chegada. A presença dele na Rússia ocorre em meio à elevação de tensões entre Ocidente e Moscou sobre sanções, direitos humanos e a guerra na Ucrânia.
Para as vítimas que ingressaram com a ação civil, a visita à Rússia desperta preocupação com a exposição do caso ao redor do mundo. A advogada das autoras sustentou que a falha britânica em avançar com a extradição reforça a percepção de impunidade e amplia o acesso do acusado a plataformas internacionais.
Especialistas afirmam que a posição britânica sobre extraditar apenas após o encerramento dos processos romenos gera questionamentos. O CPS indicou que não há confirmação de extraditação neste momento, citando a necessidade de concluir as ações administrativas em Romênia antes de qualquer movimentação adicional.
O governo britânico, por meio de um porta-voz, reiterou o compromisso com o combate à violência contra mulheres e meninas. A spokesman não confirmou nem negou a existência de pedidos de extradição, alegando que a situação envolve investigações em Romênia e, por isso, não é apropriado comentar mais.
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