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Novo sistema de entrada e saída da UE preocupa o setor aéreo

Nova entrada e saída da UE provoca filas de até seis horas nos aeroportos, com o EES em implantação desde outubro de 2025 e falhas técnicas que afetam conexões

Na imagem, totens que auxiliam na entrada de passageiros no Espaço Schengen; tecnologia é nova e apresenta falhas e atrasos
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  • Novo sistema de entrada e saída do Espaço Schengen (EES) já provoca filas e dificuldades de conexão, com esperas de até 3 a 6 horas em alguns casos.
  • Implementado parcialmente desde outubro de 2025, o EES substitui parte dos carimbos manuais por controle digital com dados biométricos e informações de viagem.
  • O tempo médio para cadastrar um passageiro passa de 20–25 segundos para cerca de 90 segundos, mesmo com o funcionamento adequado.
  • Falhas técnicas, limitações de infraestrutura e falta de recursos em alguns países agravam as atrasos, segundo a Iata.
  • A Iata pediu mais flexibilidade aos países, sugeriu uso de aplicativos para antecipar parte do processo e informou que é necessário planejar melhor as viagens durante a temporada de verão, de 21 de junho a 23 de setembro.

O novo sistema de entrada e saída da UE tem provocado atrasos significativos em aeroportos do Espaço Schengen. Passageiros aguardam de 3 a 6 horas em alguns casos, prejudicando conexões e remanejamentos de voos. A implementação começou em outubro de 2025.

A Iata classifica as filas como inaceitáveis e aponta falhas técnicas, infraestrutura insuficiente e recursos limitados em alguns países como causas. O problema ocorre antes do pico da temporada de verão, que vai de 21 de junho a 23 de setembro na região.

Segundo Rafael Schvartzman, vice-presidente regional da Iata, o cadastro com o novo EES é mais demorado do que o processo tradicional. Em média, a coleta de dados passa de 20-25 segundos para cerca de 90 segundos quando o sistema funciona.

O EES registra eletronicamente entradas e saídas de não membros da UE no Espaço Schengen, substituindo em parte carimbos de passaporte por controle digital com dados biométricos. A proposta inclui facilitar futuras integrações e reduzir papelada.

Para a Iata, é necessária mais flexibilidade das autoridades europeias na aplicação das regras. Schvartzman pediu margem para ajustes em situações de sobrecarga, sobretudo em aeroportos de alto fluxo internacional.

O executivo afirmou que não desestimula viagens à Europa, mas ressalta a importância de informar os passageiros e planejar deslocamentos com antecedência. Também sugeriu o uso de aplicativos para antecipar etapas do processo e reduzir esperas.

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