- O Papa Leão XIV viaja para Espanha entre seis e doze de junho, sua primeira visita de um pontífice a um país da União Europeia fora da Itália.
- A agenda inclui inaugurar uma torre na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, e encontros com migrantes, além de paradas em Madri, Montserrat e Ilhas Canárias.
- O pontífice deve proferir mais de vinte discursos, incluindo uma fala no parlamento espanhol, e deverá falar espanhol na maior parte da viagem; em Tenerife pode usar francês com migrantes francófonos.
- O tema central é migrantes, conflitos e polarização, com expectativa de condenar guerras e pedir diálogo global entre as lideranças.
- Contexto político: governo espanhol autorizou amnistia para cerca de 500 mil imigrantes; mais de 3.000 mortes de migrantes nas Canárias em 2025; reunião com o rei Felipe VI e a rainha Letizia, além de atividades com jovens e uma instituição de caridade para sem-tetos.
O Papa Leão XIV parte neste sábado (6) para uma viagem de uma semana à Espanha, sua primeira visita de um pontífice a um país da União Europeia fora da Itália. A agenda inclui inaugurar uma nova torre na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, e encontrar migrantes que enfrentaram as perigosas travessias do Atlântico.
A viagem, que ocorre de 6 a 12 de junho, passa por Madri, Montserrat e Ilhas Canárias. O pontífice deve se encontrar com migrantes na última parada, além de equipes de apoio a estas comunidades. O objetivo é promover o diálogo global frente a conflitos e à polarização.
Agenda e foco
Segundo o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Matteo Bruni, a situação dos migrantes é central para o Papa, que pretende enfatizar histórias humanas. Espera-se que ele condene guerras e peça maior diálogo entre potências para reduzir tensões.
Leão XIV fala espanhol na maior parte da viagem, mas poderá usar francês ao conversar com migrantes da África francófona na ilha de Tenerife. A comitiva do Vaticano viajou de Roma, com chegada prevista a Madri para encontros com autoridades e líderes civis.
Contexto político e social
Na Espanha, o governo liderado pelo premiê Pedro Sánchez tem adotado programas de regularização para imigrantes, gerando debates internos e críticas a políticas de corrupção envolvendo o partido de governo. A viagem ocorre em meio a esse cenário político interno.
Dados de 2025 apontam mais de 3 mil mortes de migrantes tentando chegar às Canárias, segundo a ONG Caminando Fronteras. A visita do Papa ocorre em meio a esforços para ampliar o diálogo sobre migração e direitos humanos.
Desdobramentos previstos
Além de encontros com o rei Felipe VI e a rainha Letizia, o Papa deve discursar para diplomatas e líderes civis em Madri. A agenda inclui visitas a jovens na praça em frente ao Estádio Santiago Bernabéu e a uma instituição de caridade para pessoas sem-teto.
A viagem encerra com participação do pontífice em atividades com organizações que atuam junto a migrantes. A imprensa acompanhará os desdobramentos e eventuais chamadas à cooperação internacional para soluções humanitárias.
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