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UE oficializa veto à importação de carnes brasileiras a partir de setembro

União Europeia veta importação de carne, peixe, mel e outros derivados do Brasil a partir de setembro, com impacto possível de até R$ 9 bi e reajustes no mercado interno

União Europeia oficializa veto à importação de carnes do Brasil a partir de setembro
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  • A União Europeia oficializou veto à importação de carne, peixe, mel e outros alimentos de origem animal produzidos no Brasil, com vigência a partir de setembro.
  • A decisão aponta que o Brasil não comprovou que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias da UE, especialmente quanto ao uso de antimicrobianos na criação de animais.
  • O veto envolve carnes bovinas e de aves, peixes, tripas e mel.
  • A UE é o segundo maior destino das exportações brasileiras de origem animal; em 2024 o Brasil exportou cerca de 368 mil toneladas para o bloco, com faturamento perto de R$ 10 bilhões.
  • A Associação Brasileira de Proteína Animal afirma que o impasse está relacionado aos mecanismos de fiscalização, e que há possibilidade de reversão por meio de negociação entre governos, após restrições anunciadas em abril.

A União Europeia oficializou o veto à importação de carne, peixe, mel e outros produtos de origem animal produzidos no Brasil. A medida entra em vigor em setembro e pode afetar um dos principais mercados das exportações brasileiras do setor. A decisão foi publicada no Diário Oficial da UE.

Segundo o texto, o Brasil não comprovou que toda a cadeia produtiva atende às exigências sanitárias europeias, especialmente quanto à proibição de determinados antimicrobianos na criação de animais. O veto vale para carnes bovinas e de aves, peixes, tripas e mel.

A UE é o segundo maior destino das exportações brasileiras de origem animal, atrás da China. Em 2024, o Brasil exportou cerca de 368 mil toneladas para o bloco, com faturamento próximo de R$ 10 bilhões.

Em abril, o governo brasileiro havia proibido algumas substâncias usadas para o crescimento de animais, mas a medida não foi considerada suficiente pela UE. A Associação Brasileira de Proteína Animal aponta que o tema envolve fiscalização e controle já existentes, defendendo negociação entre governos.

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