- O Irã lançou mísseis contra o norte de Israel em retaliação ao bombardeio israelense em Beirute, marcando o primeiro ataque direto de Teerã desde o cessar-fogo.
- O Hezbollah assumiu a autoria dos disparos contra Israel, e Israel respondeu com bombardeios a infraestrutura do grupo em Dahiyeh, no sul de Beirute.
- A mídia libanesa informou cerca de 2 mortos e 11 feridos no bombardeio em Beirute.
- Israel acionou sirenes e defesas aéreas, enquanto reforçava preparativos defensivos após os ataques.
- Os Estados Unidos reiteraram sanções contra o Irã e não sinalizaram flexibilizações; autoridades iranianas anunciaram que as bases norte-americanas e ativos de Israel na região são alvos potenciais.
O Irã lançou mísseis contra o norte de Israel neste domingo, 7 de junho de 2026, em retaliação a um bombardeio israelense em Beirute, no Líbano. A ofensiva representa o primeiro ataque direto de Teerã contra Israel desde o cessar-fogo regional anunciado em abril e aumenta o risco de uma guerra aberta no Oriente Médio. O Hezbollah assumiu a autoria do disparo.
A ofensiva começou com o ataque do Hezbollah ao Exército israelense no norte do país. Em resposta, o governo de Israel autorizou bombardeios em Dahiyeh, o principal reduto do Hezbollah no sul de Beirute. O balanço inicial da mídia libanesa aponta duas vítimas fatais e 11 feridos.
Após a ofensiva em Beirute, a primeira rodada de disparos foi de quatro mísseis direcionados ao norte de Israel, com novas rajadas ainda a seguir. Sirenes atingiram a região e as forças de defesa aéreas de Israel registraram interceptações. O Exército de Israel informou que reforçou a defesa e manteve alto nível de prontidão.
Reações e contexto internacional
Antes dos disparos, autoridades iranianas haviam sinalizado resposta firme. Um porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento pediu observação do céu à noite. O presidente do Parlamento destacou que o bloqueio naval norte-americano e o apoio de Washington aos ataques israelenses tornam alvos as bases dos EUA e ativos de Israel na região.
O ministro das Relações Exteriores do Irã publicou, em X, uma imagem com bandeiras do Irã e do Líbano unidas. O governo dos EUA informou que o presidente Donald Trump foi informado sobre a situação; ele reiterou a manutenção de sanções econômicas e o congelamento de ativos contra o Irã, sem flexibilizações para negociações no momento.
Contexto histórico do conflito
Atualmente, cerca de 20% do território libanês está sob controle de tropas israelenses, com confrontos concentrados no sul do país. O confronto direto entre Israel e o Irã vem ganhando força sob a liderança de aiatolá Mojtaba Khamenei, que assumiu como novo líder supremo em fevereiro, após a morte de seu pai.
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