- Israel acertou o sul de Beirute, o primeiro ataque na capital desde a trégua mediada pelos EUA na semana passada.
- Dois bombardeios atingiram dois prédios de apartamentos no distrito de Dahieh, fortaleza do Hezbollah, deixando duas pessoas mortas e pelo menos 17 feridos, segundo a agência de notícias estatal do Líbano.
- O primeiro-ministro Benjamim Netanyahu disse que Israel atacou “quartéis terroristas no Dahieh” em retaliação aos disparos do Hezbollah para o território israelense; o Hezbollah não comentou.
- Israel havia limitado ataques em Beirute sob pressão americana, com Washington preocupada que ataque na capital prejudique as negociações de paz com o Irã.
- O Exército israelense afirmou ter interceptado dois projéteis que cruzaram para território de Israel vindo do Líbano; o Hezbollah não assumiu responsabilidade.
Israel bombardeou o subúrbio sul de Beirute, marcando o primeiro ataque na capital libanesa desde uma trégua mediada pelos EUA, na semana passada. Dois ataques a dois prédios de apartamentos deixaram pelo menos dois mortos e 17 feridos, segundo a agência de notícias estatal do Líbano.
O ataque foi realizado pela força militar de Israel, que afirmou mirar estruturas da chamada infraestrutura terrorista vinculada ao Hezbollah. O grupo não divulgou comentários imediatos. O primeiro-ministro israelense afirmou que o objetivo foi responder a disparos do Hezbollah sobre território israelense.
O Exército de Israel informou ter interceptado dois projéteis que teriam atravessado a fronteira vindo do Líbano. O Hezbollah não assumiu a responsabilidade pelos disparos, e não houve confirmação independente sobre a origem de todos os ataques.
Antes do ocorrido, Israel vinha restringindo ataques em Beirute sob pressão dos EUA, que temem que novos bombardeios comprometam esforços para um acordo mais amplo com o Irã. O Irã exige um cessar-fogo completo no[Líbano].
O ataque de domingo abriu os andares inferiores de um edifício residencial, com apartamentos expostos e escombros espalhados pela via. Vídeos nas redes sociais mostram equipes de socorro socorrendo feridos entre o debris.
A semana anterior registrou tensões crescentes na região. Num contexto de cessar-fogo vigente desde 17 de abril, ambos os lados violaram repetidamente acordos. A escalada continua com ataques aéreos na região sul do Líbano.
Quase simultaneamente, o Hamas e outras frentes não estiveram envolvidas neste ataque específico. O presidente do parlamento do Líbano, Nabih Berri, rejeitou um acordo mediado pelos EUA, chamando-o de armadilha por não abordar a retirada de forças israelenses do sul do país.
O grupo Hezbollah, que atua no Líbano, não tem assento direto nas negociações em curso. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou por meio de nota que desarmar o grupo atenderia aos objetivos do inimigo.
Fonte: agências Reuters e BBC, com atualização de fatos reportados pela imprensa local.
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