A líder de direita Keiko Fujimori tomou posse nesta terça-feira (28) como presidente do Peru, marcando o retorno do fujimorismo ao comando do país após mais de duas décadas. Em seu discurso de posse, ela prometeu enfrentar o avanço da criminalidade com medidas rigorosas e conduzir um governo de “mão de ferro” contra a violência.
Keiko, de 51 anos, venceu o segundo turno das eleições presidenciais de junho por uma diferença inferior a 50 mil votos sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A vitória encerrou uma sequência de três derrotas consecutivas da política em disputas presidenciais e garante um mandato de cinco anos, até 2031.
A líder de direita Keiko Fujimori tomou posse nesta terça-feira (28) como presidente do Peru, marcando o retorno do fujimorismo ao comando do país após mais de duas décadas. Em seu discurso de posse, ela prometeu enfrentar o avanço da criminalidade com medidas rigorosas e conduzir um governo de “mão de ferro” contra a violência.
Keiko, de 51 anos, venceu o segundo turno das eleições presidenciais de junho por uma diferença inferior a 50 mil votos sobre o candidato de esquerda Roberto Sánchez. A vitória encerrou uma sequência de três derrotas consecutivas da política em disputas presidenciais e garante um mandato de cinco anos, até 2031.
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Filha do ex-ditador Alberto Fujimori, que governou o Peru entre 1990 e 2000, a nova presidente simboliza o retorno ao poder do movimento político criado por seu pai. O fujimorismo segue dividindo a sociedade peruana entre defensores de seu legado no combate ao terrorismo e críticos das violações de direitos humanos e casos de corrupção registrados durante aquele governo.
Ao assumir o cargo, Keiko substitui o presidente interino José María Balcázar e herda um país marcado pela instabilidade política.
🔍Desde 2016, o Peru teve oito presidentes, a maioria destituída ou obrigada a renunciar em meio a crises envolvendo o Congresso, onde o partido Força Popular, de Keiko, mantém forte influência.🔍
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Durante a campanha, a presidente eleita prometeu ampliar o combate ao crime organizado e à violência, principal preocupação dos peruanos. Entre as propostas estão operações policiais em áreas dominadas por organizações criminosas, expulsão de migrantes em situação irregular, criação de tribunais anônimos para julgar integrantes de facções e a retirada do Peru da jurisdição da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
Apesar do discurso de endurecimento na segurança pública, Keiko também afirmou recentemente que buscará uma “reconciliação nacional” para reduzir a polarização política. Embora seu partido tenha a maior bancada no Congresso, os grupos de direita não possuem maioria suficiente para aprovar todas as propostas do governo sem negociar com outras legendas.
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