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Coreia do Norte amplia discretamente seu programa nuclear

Com foco nos conflitos no Oriente Médio, a Coreia do Norte expande seu arsenal nuclear, incluindo possível nova usina de enriquecimento e leis que ampliam a dissuasão

Kom Jong-un visitou instalações que, segundo Coreia do Sul, aparentam ser uma usina de enriquecimento de urânio
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  • A Coreia do Norte, sob Kim Jong-un, está fortalecendo seu arsenal nuclear, com a retratada escalada chegando a planos de expansão “em ritmo exponencial”.
  • A mídia estatal mostrou Kim visitando instalações que, segundo Seul, seriam uma nova usina de enriquecimento de urânio.
  • Dias antes, o Ministério do Exterior norte‑coreano afirmou que a desnuclearização nunca acontecerá, em resposta a países da aliança no Indo-Pacífico.
  • EUA alertaram que Pyongyang pode atingir Coreia do Sul, Japão e, possivelmente, Estados Unidos, com ogivas nucleares ou armas convencionais.
  • O regime modificou a constituição para consolidar a política de forças nucleares; avaliações de inteligência indicam expansão do programa, incluindo armas táticas e novos ativos.

O governo da Coreia do Norte, liderado por Kim Jong-un, intensificou o fortalecimento do arsenal nuclear, em meio a atenções voltadas ao Oriente Médio. Pyongyang acumulou passos que indicam uma trajetória de desnuclearização cada vez mais distante.

A imprensa estatal mostrou Kim em visita a instalações, apontadas pela Coreia do Sul como provável nova usina de enriquecimento de urânio. O anúncio foi feito dias após declarações do Ministério do Exterior norte-coreano de que a desnuclearização nunca ocorrerá.

Contexto estratégico

O regime afirma que negociações com os EUA dependem do reconhecimento formal como Estado nuclear pela Casa Branca. No momento, as relações com Washington seguem tensas e sem avanços de desarmamento.

A visão norte-coreana de defesa envolve mudanças constitucionais que consolidaram a política de construção de forças nucleares. A alteração de 2023 também retirou referências à reunificação com a Coreia do Sul, adotando uma postura mais hostil.

Pressões e respostas internacionais

Autoridades dos EUA alertam para risco aumentado de ataque à Coreia do Sul e ao Japão, com ogivas nucleares ou armas convencionais. A avaliação aponta avanço na capacidade de alvos continentais, principalmente com mísseis balísticos.

Para especialistas, manter a desnuclearização como objetivo requer estabilidade nas relações entre EUA e Coreia do Norte, bem como redução de riscos de conflito. A neutralidade é o eixo defendido por parceiros da área.

Panorama de capacidades

Relatórios do Serviço de Inteligência dos EUA indicam expansão de armas estratégicas, incluindo mísseis, ogivas e capacidades marítimas. Observa-se ênfase em armas nucleares táticas e em cargas com múltiplos veículos de reentrada.

Estimativas públicas sugerem que Pyongyang tem material físsil suficiente para dezenas de ogivas, com números variando conforme a fonte. A comunidade internacional não confirma quatidade exata de armas.

Testes e avanços técnicos

Desde 2017 foram realizados seis testes nucleares subterrâneos, com o último divulgado como de uma bomba de hidrogênio. Embora tenha havido interrompções, avaliações indicam preparação para um sétimo teste, se houver justificativa técnica.

A Coreia do Norte também tem testado mísseis intercontinentais e, segundo relatos, tentou superar defesas com tecnologias como mísseis hipersônicos. A cooperação tecnológica com outras potências é citada em análises de alguns observadores.

Perspectivas e dissuasão

O regime norte-coreano sustenta que armas nucleares asseguram sua sobrevivência frente a pressões externas. Embora o ritmo de desenvolvimento seja acelerado, autoridades consultadas destacam que o uso ofensivo ainda é considerado improvável pelas avaliações atuais.

A comunidade internacional continua dividida entre pressão diplomática, sanções e tentativas de diálogo para limitar o crescimento do arsenal, mantendo como objetivo a desnuclearização, apesar dos entraves.

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