- O presidente francês Emmanuel Macron anunciou, em julho passado, que a tapeçaria de Bayeux seria emprestada ao British Museum.
- Em dezembro, o grupo Sites & Monuments pediu à Suprema Corte da França para impedir o empréstimo.
- A corte rejeitou o recurso, alegando que a decisão é inseparável do contexto das relações internacionais entre França e Reino Unido.
- A decisão ocorreu dois dias após o Ministério da Cultura apresentar relatório afirmando que a peça é frágil, mas não estaria fisicamente ameaçada pela transferência.
- Uma petição no Change.org contra o empréstimo já reunia quase 80 mil assinaturas.
O Conselho Supremo francês rejeitou uma ação movida pela associação Sites & Monuments, que buscava impedir o empréstimo da Tapeçaria de Bayeux ao Museu Britânico. O caso envolve uma obra do século XI e a decisão foi anunciada na última semana.
A tapeçaria está na mira de uma exposição em Londres, anunciada pelo presidente francês Emmanuel Macron em julho. A obra é considerada patrimônio cultural de grande importância para a França e para as relações franco-britânicas.
A associação alegava que o empréstimo poderia colocar em risco a peça e reduzir visitas ao patrimônio em Bayeux. O grupo também sustentava que a decisão não deveria ser tratada como parte das relações diplomáticas entre os países.
Segundo o site Le Journal des Arts, o tribunal entendeu que o empréstimo está inserido no contexto diplomático entre França e Reino Unido e não cabe à Justiça reverter a decisão. O entendimento levou em conta o simbolismo histórico da operação.
A decisão foi divulgada dois dias após um estudo do Ministério da Cultura francês, que afirmou acreditar na segurança da tapeçaria durante a viagem. O relatório ressaltou que a peça está em condições estáveis para o deslocamento.
Ainda em julho de 2025, uma petição on-line contra o empréstimo ganhou apoio de milhares de signatários, com a defesa de avaliadores de têxteis de que o objeto poderia sofrer danos. A mobilização não alterou o veredito do tribunal.
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