- Keiko Fujimori, da direita, aparece com ligeira vantagem sobre Roberto Sánchez, com 90% das urnas apuradas: 50,55% a 49,45%.
- Quase 27 milhões de peruanos votaram no segundo turno, que ocorreu sem incidentes; votos urbanos favoreceram Fujimori e rurais, além de eleitores no exterior, favoreceram Sánchez.
- Duas projeções, feitas pela Ipsos e Datum Internacional, indicaram vitória de Sánchez por cerca de 0,5 ponto percentual, ainda sujeita a confirmação com a contagem final.
- A eleição evidencia uma década de crise política no Peru, com ambos os candidatos dependendo de alianças para formar maioria no Congresso.
- Segurança pública é a principal preocupação: Fujimori defende maior presença do Exército para apoiar a polícia; Sánchez propõe reforço institucional, reforma policial e fortalecimento do sistema judicial.
Peru viveu neste domingo o segundo turno das eleições presidenciais, com Keiko Fujimori, de direita, em leve vantagem sobre o adversário de esquerda, Roberto Sánchez. A votação, encerrada na véspera com 90% das urnas apuradas, aponta 50,55% para Fujimori, mantendo o pleito indefinido.
Os primeiros votos contados favoreceram as grandes cidades, onde Fujimori costuma ter apoio. Sánchez recebe mais apoio em áreas rurais, cujos votos costumam ser apurados por último, junto com o voto exterior, que tende a favorecer a candidata de direita.
Duas projeções, de Ipsos e Datum Internacional, apontaram vitória de Sánchez por cerca de 0,5 ponto, ampliando a dúvida sobre o resultado final. Quase 27 milhões de peruanos compareceram às urnas.
Panorama eleitoral e participação
O segundo turno transcorreu sem incidentes, diferente do primeiro turno, marcado por falhas e acusações de fraude. O pleito ocorreu em meio a uma década de crise política, com a população dividida entre duas propostas distintas. A eleição anterior registrou um recorde de candidatos.
Perfis dos candidatos e propostas
Keiko Fujimori, 51 anos, concorre pela quarta vez à presidência e busca apresentar-se como garantia de estabilidade econômica. Seu programa defende menor intervenção estatal na economia, privatizações e atração de investimentos, associando-se a um legado de seu pai, Alberto Fujimori.
Roberto Sánchez, 57 anos, ex-ministro, disputa pela primeira vez a presidência, apoiado por eleitorado das regiões andinas. Em campanha, reforça a necessidade de reformas institucionais, combate à criminalidade e maior equilíbrio entre os poderes.
Segurança pública e contexto social
A segurança é prioridade para a maioria dos eleitores, com cerca de 70% citando o tema em pesquisas. Dados oficiais apontam aumento da criminalidade em Lima, que registrou alta taxa de homicídios nos últimos anos, reforçando o debate sobre políticas de segurança.
Cenário político e governabilidade
Nenhum candidato tem maioria parlamentar para governar, exigindo alianças a partir de 28 de julho. A economia peruana apresenta crescimento moderado, com destaque para o setor informal. Fujimori defende menor intervenção estatal; Sánchez propõe fortalecer o papel do Estado na economia.
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