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Ex-chefe de justiça do Quênia é preso durante protesto contra parque nacional

Ex-chefe de justiça do Quênia é preso durante protesto contra plano de estacionamento em Nairobi National Park, alvo de críticas de ativistas

Kenya's former Chief Justice David Maraga (centre) and nine others were arrested
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  • O ex-presidente do poder judiciário do Quênia, David Maraga, foi preso durante protesto próximo ao Nairobi National Park, na capital.
  • Os manifestantes empunham a pauta contra a suposta construção de um estacionamento para 1.300 veículos em área protegida do parque.
  • A Kenya Wildlife Service, órgão que administra o parque, é acusada de ceder parte do terreno a um centro de convenções vizinho e de planejar um novo orfanato dentro da área.
  • A KWS diz que o orfanato ampliado visa melhorar o bem‑estar animal, o treinamento veterinário e a experiência dos visitantes, ocupando 89 acres no parque (0,31% da área total).
  • Amnistia Internacional e outros grupos ambientais condenaram as prisões de manifestantes pacíficos; Maraga foi liberado, mas não deixou a delegacia até a libertação dos demais ativistas.

O ex-chefe de justiça do Quênia, David Maraga, foi detido durante um protesto realizado próximo ao Nairobi National Park, na capital Nairobi. A manifestação contestava, entre outros pontos, planos de uso da área protegida, incluindo a potencial construção de um estacionamento para 1.300 veículos dentro do parque.

O protesto reuniu diversos ativistas que marcharam por uma via ao redor do parque de 117 quilômetros quadrados, um polo de conservação e turismo. Vídeos publicados em redes sociais mostraram a polícia dispersando os manifestantes e detendo pessoas que ocupavam a pista.

Detalhes da controvérsia

Segundo ativistas, a Kenya Wildlife Service, responsável pelo parque, estaria planejando ceder parte do terreno a um centro de convenções vizinho e ampliar, em seguida, um novo orfanato de animais dentro da área. A KWS nega a construção do estacionamento, mas afirma ter consultado o público sobre o novo orfanato.

Maraga, que veste as cores do movimento United Green, foi levado junto com mais oito pessoas e, posteriormente, liberado. Ele se recusou a deixar a delegacia até que os demais ativistas também fossem soltos. O ex-juiz também divulgou que foi detido durante a tentativa de entregar uma petição contra o estacionamento.

Posição das autoridades e reações

A polícia não divulgou um comunicado oficial sobre as detenções. Em suas redes, Maraga afirmou ter sido detido com outros brasileiros que desejavam entregar uma petição à KWS contra o estacionamento para 1.300 veículos, ressaltando a necessidade de proteger o patrimônio e o meio ambiente público sem participação da sociedade.

Grupos de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, condenaram as detenções de manifestantes pacíficos e a dispersão violenta. Entidades parceiras, como Greenpeace Africa, Friends of Nairobi National Park e The Green Belt Movement, assinaram a nota conjunta.

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