- Manifestação silenciosa em Fleurance, nosudoeste da França, reuniu cerca de 6.000 pessoas no dia 8 de junho de 2026, um dia após a homenagem à menina Lyhanna, satisfeita na quinta-feira anterior (4 de junho).
- Lyhanna, 11 anos, desapareceu em 29 de maio; o principal suspeito, Jérôme Barella, já tinha acusações de estupro e agressão contra menores, e não foi ouvido pelas autoridades nem houve medidas de proteção prévias.
- O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, anunciou que 70 mil processos envolvendo violência sexual contra menores serão examinados até 14 de julho, em meio a críticas sobre falhas do sistema.
- O governo aponta falhas da Justiça e defende mudanças, com discussão sobre a criação de um tribunal nacional dedicado à violência sexual; procuradores-gerais foram convocados para reunião no ministério.
- Manifestantes também vão a tribunais em Paris e em outras centenas de locais pelo país, cobrando atuação mais firme e defesa de leis contra violência sexual para mulheres e crianças.
Franceses realizaram protestos em defesa de uma Justiça mais eficaz no tratamento de denúncias de violência infantil, em meio a denúncias de falhas estruturais. O caso Lyhanna, menina de 11 anos encontrada morta na última quinta-feira, ganhou repercussão na imprensa francesa nesta segunda (8), um dia após homenagens realizadas pelos familiares.
A marcha silenciosa ocorrida neste domingo reuniu cerca de 6.000 pessoas na cidade de Fleurance, no sudoeste do país. A mobilização acontece após a publicação de relatos sobre lacunas no atendimento a denúncias sobre violência contra crianças e críticas à atuação das autoridades judiciais.
Ao longo da cobertura, veículos como Libération destacam a dor da família e a indignação de moradores. A imprensa ressalta falhas no sistema, incluindo recursos insuficientes, deficiências na proteção à infância e entraves da estrutura judicial que teriam contribuído para a tragédia.
Reação de autoridades e debates institucionais
O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, convocou procuradores-gerais para uma reunião no Ministério da Justiça nesta segunda-feira, para discutir a revisão de denúncias envolvendo crianças vítimas. Em paralelo, o governo sinaliza a necessidade de mudanças no tema.
Segundo o diário, foram anunciados 70 mil processos envolvendo violência sexual contra menores para serem revisados até 14 de julho. A medida visa avaliar possíveis falhas e reforçar medidas de proteção, segundo a reportagem.
Conselho Superior da Magistratura e propostas de endurecimento
Le Figaro aponta falhas da Justiça e cobra maior firmeza nas decisões, enquanto Darmanin questiona a eficácia das sanções atuais e avalia pedir um estudo à Inspeção Geral da Justiça sobre o tema. A discussão envolve também o papel do Conselho Superior da Magistratura.
Pais de Lyhanna são citados pelo Le Parisien como reflexo vivo da pressão social por mudanças. Diversos grupos feministas e de proteção à infância programaram manifestações diante de tribunais e no entorno de dezenas de comarcas pelo país.
Dados e reivindicações apontadas pelos organizadores incluem a criação de um marco legal abrangente contra a violência sexual contra mulheres e crianças, bem como o fortalecimento de recursos dedicados à proteção infantil, para evitar que denúncias sejam ignoradas ou silenciadas.
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