Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Franceses protestam contra falhas da Justiça após morte de menina de 11 anos

França enfrenta protestos contra falhas da Justiça após a morte de menina de 11 anos; demanda por recursos e tribunal dedicado para violência infantil

O ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin (ao centro), dirige-se aos promotores durante uma reunião de trabalho com os procuradores-gerais da França para solicitar-lhes uma revisão das denúncias envolvendo crianças vítimas, na sequência do caso Lyhanna, enquanto grupos feministas e de defesa da infância convocaram manifestações em frente aos tribunais do Ministério da Justiça, em Paris, em 8 de junho de 2026.
0:00
Carregando...
0:00
  • Manifestação silenciosa em Fleurance, nosudoeste da França, reuniu cerca de 6.000 pessoas no dia 8 de junho de 2026, um dia após a homenagem à menina Lyhanna, satisfeita na quinta-feira anterior (4 de junho).
  • Lyhanna, 11 anos, desapareceu em 29 de maio; o principal suspeito, Jérôme Barella, já tinha acusações de estupro e agressão contra menores, e não foi ouvido pelas autoridades nem houve medidas de proteção prévias.
  • O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, anunciou que 70 mil processos envolvendo violência sexual contra menores serão examinados até 14 de julho, em meio a críticas sobre falhas do sistema.
  • O governo aponta falhas da Justiça e defende mudanças, com discussão sobre a criação de um tribunal nacional dedicado à violência sexual; procuradores-gerais foram convocados para reunião no ministério.
  • Manifestantes também vão a tribunais em Paris e em outras centenas de locais pelo país, cobrando atuação mais firme e defesa de leis contra violência sexual para mulheres e crianças.

Franceses realizaram protestos em defesa de uma Justiça mais eficaz no tratamento de denúncias de violência infantil, em meio a denúncias de falhas estruturais. O caso Lyhanna, menina de 11 anos encontrada morta na última quinta-feira, ganhou repercussão na imprensa francesa nesta segunda (8), um dia após homenagens realizadas pelos familiares.

A marcha silenciosa ocorrida neste domingo reuniu cerca de 6.000 pessoas na cidade de Fleurance, no sudoeste do país. A mobilização acontece após a publicação de relatos sobre lacunas no atendimento a denúncias sobre violência contra crianças e críticas à atuação das autoridades judiciais.

Ao longo da cobertura, veículos como Libération destacam a dor da família e a indignação de moradores. A imprensa ressalta falhas no sistema, incluindo recursos insuficientes, deficiências na proteção à infância e entraves da estrutura judicial que teriam contribuído para a tragédia.

Reação de autoridades e debates institucionais

O ministro da Justiça, Gérald Darmanin, convocou procuradores-gerais para uma reunião no Ministério da Justiça nesta segunda-feira, para discutir a revisão de denúncias envolvendo crianças vítimas. Em paralelo, o governo sinaliza a necessidade de mudanças no tema.

Segundo o diário, foram anunciados 70 mil processos envolvendo violência sexual contra menores para serem revisados até 14 de julho. A medida visa avaliar possíveis falhas e reforçar medidas de proteção, segundo a reportagem.

Conselho Superior da Magistratura e propostas de endurecimento

Le Figaro aponta falhas da Justiça e cobra maior firmeza nas decisões, enquanto Darmanin questiona a eficácia das sanções atuais e avalia pedir um estudo à Inspeção Geral da Justiça sobre o tema. A discussão envolve também o papel do Conselho Superior da Magistratura.

Pais de Lyhanna são citados pelo Le Parisien como reflexo vivo da pressão social por mudanças. Diversos grupos feministas e de proteção à infância programaram manifestações diante de tribunais e no entorno de dezenas de comarcas pelo país.

Dados e reivindicações apontadas pelos organizadores incluem a criação de um marco legal abrangente contra a violência sexual contra mulheres e crianças, bem como o fortalecimento de recursos dedicados à proteção infantil, para evitar que denúncias sejam ignoradas ou silenciadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais