- Guerras na Europa e no Oriente Médio estão comprometendo a segurança de instalações nucleares, alerta o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi.
- A agência reforça a importância de respeitar pilares de segurança nuclear durante conflitos e evitar ataques a usinas.
- A situação das usinas nucleares da Ucrânia continua extremamente desafiadora.
- Na sexta-feira, foi alcançado o sexto cessar-fogo local entre Rússia e Ucrânia para permitir reparos na linha Dniprovska.
- No Oriente Médio, o pleno acesso de inspetores às instalações nucleares iranianas é visto como essencial para determinar se o Irã busca desenvolver uma bomba.
As guerras na Europa e no Oriente Médio colocam em risco a segurança de instalações nucleares, alertou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, nesta segunda-feira. A agência acompanha os conflitos e reforça a proteção de usinas nucleares.
Grossi afirmou que, independentemente da localização, instalações nucleares não devem ser atacadas, ressaltando a necessidade de respeitar pilares de segurança durante confrontos. A declaração ocorreu na abertura da reunião do Conselho de Diretores da AIEA.
Segundo o diretor, a situação nas usinas da Ucrânia continua desafiadora. Na sexta-feira, a AIEA conseguiu o sexto cessar-fogo local entre Rússia e Ucrânia para permitir reparos na linha Dniprovska, com técnicos de ambas as partes.
Cessar-fogo e reparos na Ucrânia
O acordo de sexta-feira visa facilitar intervenções técnicas essenciais em pontos da usina. A AIEA coordena a participação de especialistas para assegurar condições seguras de manutenção e reduzir riscos de radiação.
A agência mantém diálogo contínuo com as partes envolvidas e monitora os impactos do conflito na infraestrutura nuclear. Grossi destaca a importância de manter o acesso a áreas sob risco e respeitar acordos humanos.
Inspeções no programa iraniano
No Oriente Médio, a AIEA reforça que visitas e inspeções completas ao programa nuclear do Irã são-chave para verificar possíveis avanços rumo à produção de armas. O acesso pleno é considerado essencial pela agência para avaliação independente.
A agência segue cobrando transparência total e cooperação de Teerã, citando que apenas com inspeções amplas é possível confirmar a natureza pacífica do programa.
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