- O ministro da Agricultura da Indonésia pediu à polícia que investigue centenas de empresas de óleo de palma que não ajustaram os preços pagos aos agricultores, à medida que os valores se recuperam após a nova política de exportação.
- O ministério recebeu relatos de entre 270 e 300 empresas que não fizeram reajustes nos preços nos últimos dias e encaminhou as informações às autoridades, incluindo unidades especiais de crime.
- A solicitação foi feita após uma reunião na segunda-feira com autoridades locais, a associação da indústria de óleo de palma e grupos de agricultores.
- O objetivo é apurar possíveis falhas no pagamento ou ajuste de preços durante o período de recuperação dos valores de venda.
O ministro da Agricultura da Indonésia pediu à polícia que investigue centenas de empresas de óleo de palma que não teriam repassado aumentos aos produtores, conforme a recuperação dos preços após a queda causada pela nova política de exportação. A pasta informou ter recebido relatos sobre entre 270 e 300 empresas que não ajustaram os preços nos últimos dias e encaminhou as informações às autoridades, incluindo unidades especiais de crime, após reunião nesta segunda-feira.
Amran Sulaiman afirmou, ao final de encontro com autoridades locais, a associação da indústria de palma e grupos de produtores, que o governo busca apurar eventuais desequilíbrios na remuneração aos agricultores. O objetivo é verificar se houve prática inadequada durante o ajuste de preços diante do cenário de alta recente.
A reunião ocorreu na manhã de hoje, com participação de representantes regionais e do setor. A orientação chega após a antecipação de reajustes de preços, com impacto potencial sobre a renda de feirantes e trabalhadores da cadeia produtiva da palma de óleo.
Contexto
A medida está ligada à mudança recente na política de exportação de óleo de palma, que provocou volatilidade de preços no mercado interno. O impacto sobre os produtores aumentou a pressão por maior transparência na formação de preços.
Segundo fontes oficiais, as investigações visam confirmar se as empresas repassaram ou não os ganhos de preço aos agricultores, além de identificar possíveis práticas anticoncorrenciais. O andamento do processo não foi detalhado pela pasta.
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