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Inspeções dirão se Irã busca arma nuclear, afirma diretor da AIEA

Com a retomada das hostilidades, inspetores da AIEA exigem acesso total ao Irã, enquanto EUA empurram resolução para pressionar Teerã

O diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, o argentino Rafael Grossi, na sede do órgão em Viena
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  • O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirmou que apenas com pleno acesso às instalações do programa nuclear do Irã é possível saber se o país busca fabricar uma bomba.
  • Segundo ele, desde os ataques dos EUA ao programa iraniano em 2025 não houve acesso a essas instalações, o que dificulta verificar o cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
  • Nesta semana, a AIEA debate uma resolução dos Estados Unidos no Conselho de Governadores que exige o acesso de inspetores ao Irã, com alta probabilidade de aprovação.
  • Grossi disse que foi alvo de acusações de apoio aos EUA pelo Irã, mas manteve que sua posição está nos relatórios da agência.
  • A crise nuclear é tratada como parte de tensões regionais mais amplas, incluindo o conflito entre Israel e Irã e ataques recentes na região.

AIEA: inspeção completa é condição para confirmar neutralidade nuclear do Irã. Rafael Grossi afirma que só com acesso total às instalações do programa nuclear iraniano é possível saber se há ambição de bomba atômica. A fala ocorreu durante entrevista coletiva na sede da agência, em Viena.

Grossi disse que, desde ataques norte-americanos ao programa iraniano em 2025, os inspetores não tiveram pleno acesso. Ele ressaltou a obrigação do Irã de cumprir o Tratado de Não Proliferação Nuclear e a necessidade de canais de comunicação com o governo de Teerã, hoje cortados.

A reunião do Conselho de Governadores da AIEA, com 35 membros, acontece nesta semana. O objetivo é votar uma resolução proposta pelos Estados Unidos que exige acesso total de inspetores ao Irã. Observadores indicam que a aprovação é provável.

Contexto regional e diplomático

O Irã acusa Grossi de alinhamento com os EUA; o diretor-geral afirma manter foco em seus relatórios técnicos. A solução da crise, segundo ele, deve ser diplomática, com possível envolvimento de diversos atores internacionais.

Na Ucrânia, a AIEA segue monitorando a usina de Zaporíjia, sob controle russo, em meio a um cessar-fogo frágil. No Oriente Médio, o conflito entre Israel e Irã se reacende após uma trégua de 2024, com ataques aéreos e respostas com mísseis balísticos.

Panorama sobre o programa nuclear

O tema nuclear iraniano é central para a atual conjuntura regional. Em 2018, o acordo de 2015 foi enfraquecido pelos EUA, que retomaram o enriquecimento de urânio e impulsionaram pressão sobre Teerã. O material estimado em mãos iranianas é objeto de intensa avaliação pelas autoridades.

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