- Israel e Irã pausararam bombardeios nesta segunda-feira, 8, sob pressão do presidente dos EUA, Donald Trump.
- O Irã também anunciou pausa nos ataques contra território israelense, e Masoud Pezeshkian afirmou que o país segue na mesa de negociações com os Estados Unidos.
- A escalada começou com ofensiva israelense contra Beirute; o Irã informou ataques à base aérea de Ramat David e lançou ataques a Haifa, enquanto Israel atingiu Teerã, Tabriz, Isfahan e uma petroquímica em Bandar-e Mahshahr.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que as ações do regime sionista não podem ser separadas das políticas dos Estados Unidos.
- O Irã condiciona o fim da guerra a todas as frentes a um acordo com os EUA, enquanto o Líbano, envolvido no conflito, recebe críticas do premiê Nawaf Salam; o Hezbollah está relacionado ao conflito desde março.
O recuo de Israel e Irã ocorreu nesta segunda-feira, 8, após pressão do governo americano. Israel suspendeu ataques contra o Irã e, pouco antes, o Irã informou pausa nos bombardeios contra território israelense, conforme relatos da Reuters e do The New York Times.
O Irã afirmou que permanece aberto a negociações com os EUA, apesar da escalada. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei, citou que as ações de Israel não podem ser dissociadas das políticas americanas. Ninguém foi apontado como responsável pela trégua.
A troca de ataques começou com uma ofensiva israelense contra Beirute, no Líbano. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ter atacado Haifa e derrubado uma base na região de Ramat David, no Vale de Jezreel. Israel retaliou com ataques a Teerã, Tabriz, Isfahan e a uma petroquímica em Bandar-e Mahshahr.
O presidente dos EUA, Donald Trump, pediu aos dois lados que parem os disparos. Em Truth Social, ele disse que Israel e Irã buscam um cessar-fogo imediato, mas que negociações de paz podem sofrer por fatores como “ignorância” ou “estupidez”. O bloqueio naval dos EUA ao Irã permanece.
O Irã condiciona a suspensão de hostilidades à obtenção de garantias para uma solução regional, incluindo o Líbano. O premiê do Líbano, Nawaf Salam, criticou o uso do país como moeda de troca em negociações, destacando a importância de não ampliar o conflito.
O Líbano entrou no conflito após o Hezbollah atacar Israel em 2 de março, em retaliação à morte do líder iraniano Ali Khamenei. A região segue sob pressão, com múltiplas frentes de confronto entre guerras regionais e potências envolvidas.
Entre na conversa da comunidade