- Spyware Android chamado Asin mira usuários por meio de aplicativos falsos que prometem notícias, leitura de PDF e mapas de conflitos, identificado pela ESET e observado desde o início de dois mil e vinte e cinco.
- Sites fraudulentos imitavam serviços úteis, incluindo um portal de notícias governamentais, um editor seguro de PDF e um mapa com atualizações sobre incidentes militares.
- Dois desses sites foram promovidos em redes sociais como Facebook e Telegram para transmitir aparência de legitimidade.
- Os apps pedem instalação manual do APK e permissões da vítima, prática comum em ataques distribuídos fora da Google Play.
- Amostras identificadas com os nomes GovLens, WarMap e Syria Defense Map sugerem que jornalistas, pesquisadores OSINT e usuários interessados em conflitos no Oriente Médio são os principais alvos.
Um spyware para Android identificado pela fabricante de segurança ESET utiliza leitores de PDF falsos para espionar usuários. O malware, batizado pela empresa como Asin, atua por meio de aplicativos que prometem notícias, leitura de PDFs e mapas de conflitos. A campanha foi detectada desde o início de 2025.
Os operadores criaram sites fraudulentos que imitavam serviços úteis ou fontes de informação sensível. Entre eles estavam páginas que se passavam por um portal de notícias governamentais, um editor seguro de PDF e um mapa de atualizações sobre incidentes militares. Em redes sociais, dois desses sites foram promovidos no Facebook e no Telegram, ampliando o alcance.
Como funciona
Para operar, o aplicativo malicioso exige que a vítima instale manualmente o APK e conceda permissões ao app, prática comum em ataques fora da Google Play. A partir disso, o spyware pode coletar dados enquanto o usuário utiliza as funções aparentes de leitura de PDFs e consulta de notícias.
A ESET identificou amostras associadas a nomes como GovLens, WarMap e Syria Defense Map. Pesquisadores sugerem que jornalistas, profissionais de OSINT e pessoas interessadas em conflitos no Oriente Médio estejam entre os principais alvos. A campanha busca conferir aparência de legitimidade aos apps para enganar usuários curiosos sobre política e guerras.
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