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PF intensifica atuação em entradas de drogas do PCC na Europa; UE busca cooperação

PF amplia atuação em portos de Antuérpia e Roterdã e planeja unidades na Alemanha, Holanda e Suíça, buscando cooperação com a UE contra PCC e CV

Auditor da Receita Federal inspeciona carga suspeita de ter drogas escondidas no porto de Santos (SP)
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  • A União Europeia quer ampliar a cooperação com a América do Sul no combate ao crime organizado, em especial o tráfico de drogas do PCC e do CV que chegam à Europa pelos portos.
  • A Polícia Federal criou neste ano um posto de representação em Bruxelas, ocupado pelo delegado Guilherme Monseff de Biagi, para atuar nos portos de Antuérpia, na Bélgica, e Roterdã, na Holanda.
  • O plano da PF é abrir novas unidades na Holanda (foco no porto de Roterdã), além de instalações na Suíça e na Alemanha.
  • A cooperação regional busca fortalecer instituições, integrar segurança e Justiça e reduzir o poder econômico das facções criminosas.
  • O Tratado de Brasília, que pode dar personalidade jurídica internacional à Ameripol e ampliar a cooperação com a Europol, ainda precisa de ratificação; no Brasil, o texto deve seguir ao Congresso.

A União Europeia busca ampliar a cooperação com a América do Sul no combate ao crime organizado, com foco no tráfico de drogas. A iniciativa envolve ações coordenadas entre a Europa e o Brasil, buscando ampliar investigações e prisões vinculadas às facções PCC e CV.

A Polícia Federal brasileira criou este ano um posto de representação em Bruxelas, sob a liderança do delegado Guilherme Monseff de Biagi. A meta é fortalecer a atuação em portos estratégicos da Europa.

A atuação no Brasil envolve portas de entrada de cocaína vindas de portos brasileiros, especialmente Santos. As autoridades europeias destacam Antuérpia e Roterdã como pontos-chave para o trânsito da droga.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, revelou planos para abrir novos postos na Holanda, com foco em Roterdã, além da Suíça e da Alemanha. A iniciativa integra um pilar de cooperação internacional e combate ao poder econômico das facções.

Essa presença física facilita o contato com autoridades da União Europeia e o desenvolvimento de ações conjuntas, segundo a PF. A cooperação envolve instituições de segurança e justiça dos dois continentes.

Cooperação europeia e novas unidades

A cooperação regional vem ganhando impulso, inclusive com a possibilidade de ampliar a atuação por meio da Ameripol, que facilita intercâmbio entre países. A expectativa é integrar mais ferramentas de investigação.

O debate ganhou impulso após a classificação de PCC e CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos, conforme recentes divulgações oficiais. A mudança envolve discussões diplomáticas entre blocos.

Autoridades brasileiras avaliam que a internacionalização das redes de tráfico aumenta a necessidade de ações coordinadas. Iniciativas como a presença em Bruxelas visam responder a esse desafio.

No cenário global, a cooperação também depende da ratificação do Tratado de Brasília, que pode ampliar a personalidade jurídica internacional de Ameripol e facilitar o intercâmbio com a Europol. Trâmites seguem em andamento.

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