- Sarah Kellen, sobrevivente de abuso por Jeffrey Epstein, afirmou ao Comitê de Supervisão da Câmara dos EUA que jantou no apartamento privado de Andrew Mountbatten-Windsor no Buckingham Palace e que também esteve na festa de 18 anos de Beatriz no Castelo de Windsor, em 2006.
- Ela disse ter sido sexual e psicologicamente abusada por Epstein por mais de uma década e também por três associados dele, além de ter recebido compensação do espólio de Epstein como vítima nomeada.
- Kellen afirmou ter organizado encontros no escritório de Epstein em Palm Beach e na residência em Palm Beach para a ex-esposa de Epstein, Sarah Ferguson.
- Mountbatten-Windsor nega qualquer irregularidade; ele teve o título real retirado após as acusações sobre sua amizade com Epstein.
- O Comitê de Supervisão da Câmara investiga Epstein; Maxwell cumpre pena de vinte anos por tráfico sexual; uma investigação separada envolve possível encontro em 2010 no Royal Lodge, em Windsor.
Sarah Kellen, antiga assistente de Jeffrey Epstein, afirmou em depoimento à Comissão de Supervisão da Câmara dos EUA que, durante o período em que trabalhou para Epstein, ela foi sexual e psicologicamente abusada pelo empresário. Ela também descreveu ter recebido compensação financeira do espólio de Epstein, destinado a sobreviventes.
Kellen relatou ainda que participou de encontros com figuras de destaque ligadas ao falecido financiador, incluindo o que envolveu Andrew Mountbatten-Windsor e onde estavam presentes na época. O depoimento ocorre no contexto de uma investigação congressual sobre Epstein, que morreu em 2019 em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
Segundo o testemunho, em determinado momento houve encontros no apartamento privado de Mountbatten-Windsor no Buckingham Palace, bem como participação em um evento de aniversário de 18 anos da princesa Beatrice em Windsor Castle, em 2006. A testemunha afirmou não ter presenciado comportamento inadequado por parte de Mountbatten-Windsor.
Atualizações do caso e respostas oficiais
As transcrições do depoimento foram divulgadas recentemente. A instituição que investiga Epstein busca esclarecer redes de relacionamento e possíveis envolvimentos de pessoas de alto escalão. Buckingham Palace não comentou diretamente o relato, remetendo a declarações já divulgadas pela realeza, que expressaram solidariedade às vítimas de abuso.
Kellen também afirmou ter sido abusada por três associados de Epstein e criticou Ghislaine Maxwell, apontando que a organização sob Maxwell contribuía para a trajetória de Epstein. Ela indicou que suas declarações refletem parte de uma trajetória de abuso que se estendeu por mais de uma década.
A BBC apurou detalhes sobre relatos anteriores envolvendo Mountbatten-Windsor, incluindo uma alegação de encontro em Royal Lodge, em Windsor, em 2010. A polícia inglesa informou que está avaliando se há base para abrir investigação sobre o caso. A imprensa mantém contato com os representantes de todas as partes citadas para obter posicionamentos.
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