- Xi Jinping visitou Pyongyang, sua primeira desde 2019, e disse que as relações entre China e Coreia do Norte devem alcançar novos patamares, com maior integração em áreas diplomáticas, policiais e militares.
- Xi e Kim Jong Un foram recebidos com solenidade, retratos dos líderes na praça central e uma cerimônia de boas-vindas com banda militar.
- A publicação Rodong Sinmun, jornal oficial da Coreia do Norte, destacou que a amizade entre os dois países permanece invencível.
- Na véspera da chegada de Xi, Kim Yo Jong reiterou que não há possibilidade de abandonar a arma nuclear, enquanto negociações com os Estados Unidos seguem sem acordo.
- Analistas avaliam que Pequim busca estabilidade regional e maior influência estratégica, usando a Coreia do Norte como carta de negociação entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Rússia.
O presidente da China, Xi Jinping, realizou uma visita a Pyongyang, capital da Coreia do Norte, nesta segunda e terça-feira, 8 e 9 de setembro de 2025. A viagem ocorreu em meio a negociações nucleares entre Pyongyang e Washington e reforçou a relação entre os dois países vizinhos, com Xi buscando ampliar intercâmbios estratégicos.
Durante a recepção oficial, Xi foi acompanhado pela esposa Peng Liyuan e foi recebido por Kim Jong Un e Ri Sol-ju. A cerimônia de boas-vendas incluiu desfile de tropas, hinos nacionais e uma inspeção da guarda de honra, com ampla cobertura da imprensa estatal norte-coreana.
Em discurso na mídia estatal Xinhua, Xi afirmou que pretende levar as relações China-Coreia do Norte a novos patamares, fortalecendo intercâmbios diplomáticos, policiais e militares. A visita marca a primeira desde 2019, numa demonstração de alinhamento entre Pequim e Pyongyang, segundo autoridades chinesas.
Contexto regional
Kim Yo Jong, irmã de Kim Jong Un, reiterou antes da chegada de Xi que a Coreia do Norte não cogita abandonar sua arma atômica, mantendo o status de potência nuclear. Analistas destacam que Pequim busca estabilidade regional e pode ver Pyongyang como peça estratégica ante tensões com os EUA.
Especialistas apontam que a China tem interesse em manter um regime estável e alinhado, o que facilita a gestão de divergências com Washington. A relação estreita entre os dois países é vista como fator de influência na dinâmica da península e na geopolítica regional.
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