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EUA e aliados dizem à ONU que Irã possui urânio suficiente para arma nuclear

Estados Unidos e aliados alertam o Conselho de Segurança da ONU que Irã tem mais de 400 kg de urânio enriquecido, suficiente para arma nuclear, segundo a AIEA

O embaixador dos EUA na ONU, Mike Waltz, durante reunião do Conselho de Segurança no começo do ano. (Foto: SARAH YENESEL/EFE/EPA)
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  • EUA, França, Reino Unido e outros alertaram, no Conselho de Segurança da ONU, que o Irã tem urânio enriquecido suficiente para possível fabricação de arma nuclear, com mais de 400 kg segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
  • O embaixador francês na ONU, Jérôme Bonnafont, afirmou que não há justificativa crível para esse volume sem objetivo de desenvolver uma arma nuclear.
  • O alerta ocorreu antes da sessão sobre sanções ao Irã, e os países defendem um acordo crível, sólido e verificável para impedir o avanço nuclear iraniano.
  • Bonnafont acusou o Irã de descumprir obrigações internacionais e de não cooperar com a AIEA, apontando impedimento de inspetores em instalações nucleares há cerca de um ano.
  • Rússia e China contestaram a retomada de sanções, defendendo que o Conselho não tem mais mandato para reativar o snapback; apenas EUA, França, Reino Unido e aliados apoiaram a reinstituição automática das sanções.

Os Estados Unidos, França, Reino Unido e outros aliados alertaram o Conselho de Segurança das Nações Unidas de que o Irã possui urânio enriquecido em quantidade suficiente para potencialmente fabricar uma arma nuclear. A mensagem foi apresentada na sessão realizada em Nova York, durante a reunião do órgão, com o foco na transparência do programa nuclear iraniano.

Desse modo, o embaixador da França na ONU, Jérôme Bonnafont, representando as delegações de Bahrein, Dinamarca, Grécia, Reino Unido, Letônia, EUA, Emirados Árabes Unidos, França e União Europeia, citou dados da AIEA. Segundo ele, Teerã mantém mais de 400 kg de urânio enriquecido, o que, para as delegações, representa quantidades significativas de material de alto enriquecimento.

De acordo com Bonnafont, não haveria justificativa crível para manter esse volume de material se o Irã não pretende desenvolver uma arma nuclear. O diplomata enfatizou que o estoque sinaliza riscos relevantes para a não proliferação, reforçando a necessidade de um acordo sólido, verificável e crível para impedir avanços no programa nuclear.

Posições no Conselho de Segurança

No mesmo contexto, Rússia e China contestaram a retomada das sanções ao Irã, questionando o mandato do Conselho para renovar medidas. A votação ocorreu sem consenso entre os membros, com apenas Moscou e Pequim se manifestando contrários à proposta; o Paquistão se absteve.

A discussão gira em torno do mecanismo de reimposição automática de sanções, conhecido como snapback, previsto no acordo nuclear de 2015. O instrumento permitiria restabelecer as punições caso haja descumprimento significativo por Teerã, conforme o texto original do acordo entre o Irã e as potências.

Contexto do snapback

Em 2025, França, Alemanha e Reino Unido defenderam a reativação do snapback, apontando violações por Teerã. Por sua vez, Rússia e China buscaram prolongar por seis meses a suspensão gradual das sanções da ONU, porém a iniciativa não foi aprovada.

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