- França proibiu a entrada do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, segundo integrante da coalizão de ultradireita de Netanyahu, como resposta à expansão de assentamentos na Cisjordânia e à violência de colonos contra palestinos.
- A medida faz parte de um pacote de sanções de França, Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Noruega, visando responsabilizar colonos extremistas.
- O ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, afirmou que Smotrich promove ativamente a anexação da Cisjordânia e políticas que prejudicam a Autoridade Palestina.
- Smotrich é o segundo ministro israelense proibido de entrar na França; no mês passado, Itamar Ben‑Gvir recebeu a mesma sanção, em conjunto com outros líderes de colonos e 21 colonos violentos.
- O anúncio coincide com um relatório da ONU que aponta envolvimento de autoridades israelenses em ataques de colonos na Cisjordânia e na atuação das forças de segurança.
A França proibiu a entrada do ministro israelense Bezalel Smotrich, seguindo um esforço conjunto com o Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Noruega. A medida representa resposta à expansão de assentamentos na Cisjordânia e à violência de colonos contra civis palestinos.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores francês, Smotrich é responsável pela política de assentamentos de Israel. A proibição se justifica pela promoção da anexação da Cisjordânia e pela repressão de atividades que fragilizam a Autoridade Palestina.
O anúncio ocorreu na terça-feira, 9 de junho, e integra um pacote de sanções adotado por várias nações. O objetivo é responsabilizar atores extremistas envolvidos em ataques a palestinos. A França enfatiza apoiar a solução de dois Estados.
Reações e contexto internacional
A França, citando danos à viabilidade de um Estado palestino, aponta que colonos extremistas atuam com apoio de parte do governo israelense. Outros países que adotaram as sanções destacam a necessidade de frear a violência na região.
Smotrich, que lidera um partido ultradireito, ordenou recentemente a remoção de uma vila na Cisjordânia. Ele é o segundo ministro de Netanyahu proibido de entrar na França, após Itamar Ben-Gvir, em 23 de maio.
Além dos ministros, a decisão envolve quatro dirigentes de organizações de colonos e 21 colonos violentos. A declaração conjunta dos seis países acusa violações de direitos humanos e expansão de assentamentos.
O Ministério do Exterior de Israel rejeitou as sanções, dizendo que elas incentivam o antissemitismo. Em Israel, as medidas são vistas como tentativa de impor posições políticas sobre o conflito.
A CS de ONU divulgou, no mesmo dia, relatório que aponta envolvimento direto de autoridades israelenses em ataques de colonos na Cisjordânia. O documento também acusa forças de segurança de oferecer cobertura aos ataques.
A Cisjordânia permanece sob ocupação desde 1967, com mais de 700 mil colonos em território disputado. A região é reivindicada pelos palestinos para a construção de um futuro Estado. A comunidade internacional diverge sobre a legalidade dos assentamentos.
Os países signatários reforçam que a violência de colonos compromete qualquer solução de paz e a coexistência na região. As sanções visam dissuadir ações que elevem tensões entre israelenses e palestinos.
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