- O governo francês proibiu a entrada no país do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, por promover a anexação da Cisjordânia e a criação de novos assentamentos.
- A medida faz parte de um novo pacote de sanções contra colonos na Cisjordânia, também apoiado por Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Noruega.
- Irlanda já havia proibido a entrada de Smotrich e do ministro de Segurança Nacional israelense, Itamar Ben-Gvir.
- O ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot, afirmou que Smotrich busca a anexação da Cisjordânia, a recolonização de Gaza e o colapso econômico da Autoridade Palestiniana, posição não aceita pela maioria da comunidade internacional que apoia a solução de dois Estados.
- O texto conjunto dos seis países pede que Israel responsabilize os autores da violência na Cisjordânia, com investigações rápidas e medidas contra postos avançados e organizações que alimentam a violência, além de cessar a incitação.
O governo da França proibiu a entrada do ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, no território francês. A medida o acusa de promover ativamente a anexação da Cisjordânia e a criação de novos assentamentos. A decisão integra um novo pacote de sanções contra colonos na Cisjordânia.
A proibição foi anunciada nesta terça-feira, 9 de julho, pelo ministro das Relações Exteriores, Jean-Noël Barrot, via X. Barrot informou que a medida envolve Smotrich, quatro dirigentes de organizações de colonos e 21 colonos violentos. Países aliados também apoiam as medidas.
Irlanda já havia anunciado, na semana anterior, a proibição de Smotrich e do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir. Barrot ressaltou que a ação busca responder a ações de colonização e violência na região, mantendo o objetivo de uma solução de dois estados.
Sanções e resposta internacional
Em comunicado conjunto, Barrot e representantes de outros cinco países afirmaram que o governo israelense deve responsabilizar os autores de violência na Cisjordânia. Eles defendem investigações rápidas, ações contra postos avançados e cessar a incitação à violência.
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