- A companhia aérea KLM pediu desculpas formais à atleta paralímpica Hannah Babalola após ela ser impedida de usar uma cadeira de passagem a bordo em um voo longo de Cape Town para Amsterdam.
- A tripulação questionou a necessidade da cadeira estreita (cadeira para corredor) e disse que, em caso de turbulência, era perigoso usá-la; deram a opção de ir ao banheiro sem a cadeira ou “offload” do avião.
- A segurança foi acionada, mas não houve detenção ou ação contra a atleta; ao chegar a Amsterdam, ela transferiu para um voo seguinte rumo a Chicago.
- Babalola registrou uma queixa formal junto à KLM; a empresa informou que haverá uma revisão completa das circunstâncias do incidente.
- A reação pública incluiu relatos de desconforto emocional e preocupações sobre tratamento igualitário a pessoas com deficiência durante viagens.
A companhia aérea holandesa KLM pediu desculpas formais após uma atleta paralímpica ser impedida de usar uma cadeira de rodas a bordo de um voo longo. Hannah Babalola, 37 anos, paraplégica, foi impedida de acessar a cadeira de corredor para ir ao banheiro durante o trajeto entre Cape Town e Chicago, com escala em Amsterdam. O episódio ocorreu em 26 de maio.
Babalola, que compete em provas de atletismo, havia viajado de cidade africana para casa nos Estados Unidos usando a cadeira de rodas. No embarque, a tripulação questionou se haveria necessidade da cadeira de corredor devido ao tempo de voo, quase 11 horas, e a resposta foi negativa para o uso no trecho.
Segundo a narrativa apresentada à imprensa, a tripulação afirmou que não poderia admitir a cadeira de corredor por questões de segurança em caso de turbulência. A alternativa sugerida foi ir ao banheiro sem a cadeira ou deixar o voo em Amsterdam, o que a viajante afirmou não ser viável.
A mulher relatou que pediu permissão para gravar a conversa e, ao retornar ao solo, houve a atuação da polícia, que não tomou providências. Babalola seguiu para um novo voo conectado em Amsterdam para chegar a Chicago.
A empresa confirmou o episódio e informou que investiga o caso com as equipes envolvidas, pedindo desculpas pelos transtornos. A comunicação ressaltou a importância de tratamento respeitoso e adequado para pessoas com necessidades de acessibilidade. Do Guardian via The Guardian.
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