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Pentágono acusa BYD, Alibaba e Baidu de cooperação com o Exército chinês

Pentágono adiciona Alibaba, BYD e Baidu à lista de empresas militares chinesas, ampliando alerta sobre vínculos com o Exército e potenciais impactos nos EUA

BYD — Foto: Getty Images
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  • O Pentágono acrescentou Alibaba, BYD e Baidu a uma lista de empresas chinesas que, segundo Washington, ajudam o Exército da China.
  • A atualização, publicada em 8 de junho, substitui a lista de 2025 e inclui também CXMT e YMTC, fabricantes de memória.
  • A lista não evidencia vínculos diretos, mas afirma que as empresas podem ter ligações com órgãos estatais chineses, em especial a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais.
  • Empresas citadas afirmam não terem relação com forças armadas e avaliam contestar a designação; a China afirma oposição à lista discriminatória.
  • A inclusão não representa sanção imediata, mas pode levar a proibições de contratação pelo Departamento de Defesa a partir do fim do mês e, a partir de 2027, de compras por meio de terceiros.

O Pentágono incluiu Alibaba, BYD e Baidu numa lista de empresas chinesas que, segundo Washington, ajudam o Exército da China. A atualização foi publicada nesta segunda-feira, 8 de junho, substituindo a versão de 2025. A medida ocorre após a visita de líderes dos EUA e da China a Pequim.

A relação ampliada envolve várias gigantes da tecnologia chinesa, apontadas como relevantes para o avanço militar e industrial de Pequim. A divulgação acontece em meio a disputas geopolíticas entre as duas potências, com foco na segurança nacional dos EUA.

A nova lista mantém boa parte dos elementos da versão de fevereiro, com a inclusão de CXMT e YMTC, fabricantes de memória chineses. Entre as demais empresas citadas estão WuXi AppTec, RoboSense e Unitree.

Mudanças e contexto

Segundo o Pentágono, as companhias listadas podem atender a requisitos para classificação como “empresas militares chinesas” e operam nos EUA. O órgão afirmou que elas podem buscar remoção da relação mediante pedidos formais.

A atualização é exigida pela legislação americana ao menos uma vez por ano. O comitê da Câmara ligado à China destacou que a lista funciona como aviso para empresas, governos e cidadãos norte-americanos.

A China rejeitou a designação, afirmando que as companhias cumprem leis locais e que não há base fática para ligações com o Exército. A embaixada de Pequim e o Ministério das Relações Exteriores reiteraram oposição à medida.

Repercussões e impactos

Embora não haja sanção direta na lista, uma lei norte-americana proíbe, a partir deste mês, o Departamento de Defesa de contratar empresas da relação. A partir de 2027, o governo também ficará proibido de adquirir produtos por meio de terceiros.

Alibaba informou que não há fundamento para a inclusão e que tomará medidas legais contra tentativas de deturpar a empresa. Baidu também negou firmemente a associação com fins militares.

BYD afirmou que não aceita o rótulo de empresa militar e que recorrerá a vias administrativas e legais para proteger seus interesses. WuXi AppTec classificou a inclusão como incorreta e disse que contestará a designação.

Empresas como CXMT, YMTC, RoboSense, Unitree, BOE Technology Group, Tianma Microelectronics e TP-Link ainda não se manifestaram.

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