- Em Nanyuki, cidade turística, manifestantes protestaram contra a construção de um centro de quarentena para cidadãos americanos vindos da República Democrática do Congo, erguendo barricadas e lançando pedras.
- Confrontos entre a polícia e os manifestantes deixaram um homem ferido na cabeça; a Cruz Vermelha informou mais uma pessoa ferida pelo gás lacrimogêneo.
- O centro fica em uma base aérea de Nanyuki, terá cinquenta leitos de isolamento e será administrado por americanos.
- O Quênia nunca registrou caso de ebola, o que eleva o temor na população sobre a entrada da doença.
- O governo do presidente William Ruto diz ter dívida com os Estados Unidos por ajuda econômica, e os EUA prometem U$ 13,5 milhões para prevenção.
O Quênia viveu hoje confrontos entre a polícia e manifestantes contrários à construção de um centro de quarentena para cidadãos americanos em Nanyuki, cidade turística próxima ao Monte Quênia. O centro ficará em uma base aérea e visa isolar americanos expostos ao ebola. A decisão gerou protestos e bloqueios com intervenção policial.
Durante as manifestações, barricadas foram erguidas e pedras lançadas contra agentes. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e jatos de água. Houve registro de feridos, incluindo uma pessoa atingida na cabeça por tiro, segundo a AFP, e outra ferida pelo gás, segundo a Cruz Vermelha.
Mais de uma dezena de pessoas foi detida, entre elas civis e policiais à paisana. Entre os relatos, moradores de Laikipia disseram não aceitar a instalação do centro de quarentena em território queniano. A cidade de Nanyuki fica na região de Laikipia, a mais de 180 quilômetros ao norte de Nairobi.
Contexto e detalhes sobre o centro
O centro, ainda incompleto na última semana, terá 50 leitos de isolamento e deverá ser administrado por representantes dos Estados Unidos. A medida ocorre em meio a preocupações sobre a entrada de possíveis portadores de Ebola no país.
O governo do presidente William Ruto afirma que o Quênia tem uma dívida com Washington, em função de ajuda econômica recebida ao longo dos anos. Os EUA, por sua vez, asseguraram US$ 13,5 milhões para esforços de prevenção contra o Ebola no Quênia.
O país nunca registrou um caso de Ebola até o momento, o que amplia a apreensão sobre a capacidade local de lidar com eventuais ocorrências. Autoridades continuam avaliando a situação e as implicações da instalação do centro na região.
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