- O primeiro-ministro Keir Starmer pediu que as big techs do Reino Unido impeçam crianças de enviar ou receber imagens sexualmente explícitas em dispositivos, sob o risco de lei obrigando as empresas a agirem.
- O governo avalia ainda proibir menores de dezoito ou dezesseis anos de usar redes sociais, conforme reportado pelo jornal The Times.
- Google declarou estar comprometido em proteger crianças online e trabalha com parceiros no Reino Unido para soluções que protejam a privacidade; a Apple não comentou o assunto.
- As novas regras exigem que, em até três meses, as empresas desenvolvam ou ativem soluções técnicas para detectar e bloquear nudez em dispositivos móveis, com multa ou responsabilidade criminal para executivos em caso de descumprimento.
- Autoridades dizem que bloquear nudez seria viável tecnicamente e que a denúncia de abuso infantil ocorre aproximadamente a cada cinco minutos, com a maioria das imagens autoprodutivas.
O premiê do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda que as big techs devem impedir que crianças enviem ou recebam imagens de nudez ou enfrentarão legislação. A medida integra um esforço para proteger menores online.
Starmer informou que o governo busca aplicar controles em dispositivos, com prazo de três meses; caso não haja ação, será apresentada lei para obrigar as empresas, sob pena de multas e responsabilidade criminal aos executivos.
A iniciativa envolve Apple e Google, que teriam de criar ou ativar soluções técnicas em smartphones e tablets para detectar e bloquear esse tipo de conteúdo. Adultos poderiam contatar verificação de idade para acesso.
As plataformas já costumam usar ferramentas de proteção; a Apple cita recursos para restringir nudez em imagens enviadas ou recebidas. O Google disse atuar com parceiros britânicos para soluções que protejam crianças sem abrir mão da privacidade.
Proibição de redes para menores também é tema de debate público. Autoridades defendem que bloquear nudez pode reduzir aliciamento e uso indevido por gangues e predadores, com base em eficácia técnica rápida.
Dados oficiais apontam que uma denúncia de abuso infantil ocorre a cada cinco minutos; grande parte das imagens é autogerada. Investigadores relatam casos graves de coerção, automutilação e conteúdo atroz transmitido ao vivo.
O governo diz manter diálogo com a indústria e observa avanços, como as verificações de idade já implementadas pela Apple. A meta é ampliar o bloqueio de nudez por padrão e em apps de terceiros.
Enquanto isso, a Austrália já proibiu menores de 16 anos de usar plataformas como TikTok, YouTube, Instagram e Facebook. França, Dinamarca e Polônia estudam medidas similares; a Grécia anunciou meta para 2027.
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