- Genebra sediou, de 10 a 12 de maio, as celebrações de 90 anos do Congresso Judaico Mundial, instituição criada há quase um século para defender a dignidade humana por meio de união e ação coletiva.
- O encontro discutiu o crescimento do antissemitismo, do extremismo e da intolerância, que deixaram de ser episódios para fazer parte do cotidiano das democracias, especialmente em ambientes digitais.
- Foi destacada a necessidade de fortalecer a segurança das comunidades judaicas, responsabilizar autores de crimes de ódio, ampliar a educação sobre o Holocausto e ampliar a cooperação internacional no combate ao ódio online e offline.
- O Brasil teve participação relevante, com a presença de Chella Safra e a atuação de Claudio Lottenberg, que passou a integrar a comissão de combate ao antissemitismo do Congresso Judaico Mundial e copresidiu o SECCA. Fernando Lottenberg também teve papel destacado na defesa da democracia e dos direitos humanos.
- Os signatários emitiram uma declaração conjunta sobre a ameaça global do antissemitismo e a necessidade de preservar a convivência democrática, com impactos que vão além das comunidades judaicas.
Há noventa anos, em Genebra, nasceu o Congresso Judaico Mundial, criado para defender a dignidade humana por meio de união e ação coletiva. Quase um século depois, o grupo retornou à cidade para celebrar o aniversário e discutir desafios atuais.
Entre 10 e 12 de maio, líderes comunitários, diplomatas e especialistas de diversos países debateram o crescimento do antissemitismo, do extremismo e da intolerância. O tema atravessa democracias e se intensifica nos ambientes digitais.
O encontro ocorreu em território que abriga grandes instituições multilaterais, como a ONU, a OMS e o CICV, levando os participantes a refletirem sobre o papel de organizações internacionais em um mundo cada vez mais polarizado.
Participação brasileira e reconhecimento
A comemoração contou com a presença da Sra. Chella Safra, representando a comunidade judaica brasileira em nível internacional. A atuação de Claudio Lottenberg ganhou ênfase, com entrada na comissão de combate ao antissemitismo do Congresso Judaico Mundial e copresidência do SECCA ao lado de Katharina von Schnurbein.
Fernando Lottenberg também foi destacado, pela atuação internacional em defesa da democracia e dos direitos humanos, fortalecendo o diálogo entre comunidades e governos.
Declarações e propostas
Um dos momentos centrais foi a assinatura de uma declaração conjunta de enviados especiais e coordenadores internacionais de combate ao antissemitismo. O texto aponta o antissemitismo como ameaça global crescente, capaz de fragilizar instituições democráticas.
Entre as medidas defendidas estão o fortalecimento da segurança de comunidades judaicas, a responsabilização de autores de crimes de ódio, e a ampliação da educação sobre o Holocausto, com cooperação para enfrentar o ódio online e offline.
Impacto e perspectivas
Os debates ressaltaram que a luta contra o antissemitismo não cabe apenas aos judeus, englobando apoiadores de diferentes origens. Participantes concordaram que combater o ódio fortalece a convivência democrática.
Ao retornar ao Brasil, a delegação sinalizou a possibilidade de ampliar o papel do país em iniciativas internacionais de enfrentamento à discriminação, com políticas públicas voltadas ao combate ao antissemitismo, ao racismo e a todas as formas de intolerância.
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