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Tribunal do Reino Unido indeniza chineses em US$ 3,8 bi em bitcoin

Tribunal do Reino Unido recebe 16 mil requerentes para recuperação de cerca de 60 mil bitcoins apreendidos, avaliados em US$ 3,8 bilhões

A decisão definirá se as vítimas serão tratadas como credoras sem garantia ou se poderão reivindicar direitos de propriedade sobre os bitcoins, cujo valor aumentou consideravelmente desde a apreensão
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  • Cerca de 16.000 vítimas chinesas se cadastraram no Reino Unido para reivindicar parte dos cerca de 60.000 bitcoins apreendidos, avaliados em US$ 3,8 bilhões.
  • O registro terminou em 22 de maio, e o processo é conduzido sob a Lei de Produtos do Crime, que permite reivindicar a propriedade dos bens confiscados.
  • Esses requerentes representam menos de 13% das 128.000 vítimas do esquema da empresa Tianjin Lantian Gerui Electronic Technology Co. Ltd; o total pode diminuir com a limpeza de registros duplicados.
  • Uma audiência em julho decidirá se as reivindicações seguem a legislação chinesa ou inglesa, definindo se as vítimas são credoras sem garantia ou proprietárias dos bitcoins.
  • O esquema ocorreu entre 2014 e 2017, levantando mais de US$ 5,9 bilhões de quase 130 mil investidores; em 2025, Qian Zhimin foi condenado a 11 anos e 8 meses de prisão no Reino Unido por lavagem de dinheiro envolvendo bitcoins.

Cerca de 16 mil vítimas chinesas de uma fraude bilionária iniciaram processo para recuperar parte dos cerca de 60 mil bitcoins apreendidos pelas autoridades do Reino Unido. O valor atual dos ativos é estimado em US$ 3,8 bilhões. A informação foi apresentada em audiência realizada na sexta-feira, dia 5 de junho de 2026, no Tribunal Superior do Reino Unido.

As vítimas participam do processo aberto sob a Lei de Produtos do Crime, que permite solicitar a propriedade dos bens confiscados. O registro encerrou em 22 de maio, deixando habilitados cerca de 16 mil requerentes. O total de vítimas do esquema ainda pode variar com a eliminação de registros duplicados.

Contexto do caso e próximos passos

Os requerentes representam menos de 13% das cerca de 128 mil pessoas envolvidas no esquema da empresa chinesa Tianjin Lantian Gerui Electronic Technology Co. Ltd. A contagem final pode mudar conforme a remoção de duplicidades. Uma audiência em julho decidirá qual lei será aplicada às reivindicações: chinesa ou inglesa.

A definição terá impacto sobre o tratamento dos investidores. Virá como credores sem garantia ou como proprietários de parte dos bitcoins, cuja valorização desde a apreensão tem sido significativa. O caso equilibra questões transnacionais de direito penal e de propriedade.

Origem e desdobramentos legais

O golpe ocorreu entre 2014 e 2017, liderado por Qian Zhimin por meio da Lantian Gerui. A empresa captou mais de US$ 5,9 bilhões de quase 130 mil investidores antes de entrar em colapso. Em 2025, Qian foi condenado no Reino Unido a 11 anos e 8 meses de prisão por uma operação de lavagem de dinheiro com bitcoins.

O desfecho das reivindicações pode estabelecer jurisprudência sobre a aplicação de leis estrangeiras a ativos apreendidos. A decisão também influenciará o tratamento de outros ativos virtuais em investigações internacionais envolvendo fraude de grande escala.

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