- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que um acordo para encerrar a guerra com o Irã poderia ser alcançado em dois ou três dias.
- Segundo ele, o documento impediria o regime iraniano de possuir armas nucleares e abriria a rota do Estreito de Ormuz imediatamente.
- Trump afirmou que as negociações estão muito próximas de um acordo e que o bloqueio americano que impede a entrada e saída de navios do Irã continua em vigor.
- As declarações surgem após uma escalada de ataques entre Israel e Irã e de uma rodada de ataques mútuos na região, com reações entre Israel, Irã e Líbano.
- O Irã também condiciona o fim da guerra a frear ações em vários pontos da região, incluindo o Líbano, o que tem gerado críticas de líderes locais, como o primeiro-ministro do Líbano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que um acordo para encerramento da guerra no Irã poderia ser alcançado em dois ou três dias. A declaração ocorreu em Nova York, após ataques entre forças israelenses e iranianas terem colocado em risco o cessar-fogo vigente desde abril. O bloqueio marítimo americano contra o Irã permanece ativo.
Trump disse aos repórteres que houve uma parada acordada entre as partes, com seu intermédio, e que ambas as frentes teriam interrompido os ataques. Segundo ele, o documento em negociação impediria o Irã de obter armas nucleares e promoveria a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, via estratégica para o tráfego mundial de petróleo.
Não é a primeira promessa de solução rápida feita pelo presidente. As negociações permanecem estagnadas há semanas, e a tensão na região segue alta, com recente escalada entre Israel, Irã e seus aliados.
Escalada das tensões
Ontem, o Irã responsabilizou os EUA pela escalada com Israel, conforme afirmou o porta-voz Esmaeil Baqaei. A autoridade iraniana sugeriu coordenação entre Washington e ações de Israel, sob crítica de envolvimento americano.
A ofensiva israelense envolveu Beirute, no Líbano, e levou a respostas da Guarda Revolucionária Islâmica, do Irã, incluindo ataques a Haifa e a bases em Ramat David, no Vale de Jezreel. Em retaliação, Israel lançou mísseis contra Teerã, Tabriz e Isfahan, além de atingir uma petroquímica em Bandar-e Mahshahr.
O Irã condiciona o fim de guerras na região, inclusive no Líbano contra o Hezbollah, à conclusão de um acordo com os Estados Unidos. O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, criticou o uso do país como elemento de barganha nas tratativas.
Fontes: veja.abril.com.br
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