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UE planeja proibir entrada de russos que lutaram na Ucrânia

UE propõe banir entrada de russos que lutaram na Ucrânia, na 21ª rodada de sanções, para pressionar Moscou e isolar o país

O presidente russo, Vladimir Putin, durante cerimônia militar em Moscou
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  • A União Europeia pretende proibir a entrada de russos que lutaram na Guerra da Ucrânia, incluindo a medida no próximo pacote de sanções contra Moscou.
  • É a 21ª rodada de sanções desde o início da invasão, com foco também em setores de energia, bancos e pesca, além da proibição de vistos.
  • A meta é manter a Europa inacessível a quem participou da invasão, mas não foram divulgados números de pessoas atingidas nem a data de implementação.
  • O novo pacote inclui ainda o aperto sobre o teto do preço do petróleo russo e o combate a corretoras de criptomoedas usadas para driblar as sanções.
  • Em paralelo, a UE tem apoiado Ucrânia com recursos financeiros, incluindo a liberação de € 2,8 bilhões, parte de um fundo de mais de € 50 bilhões criado em 2024 para a Ucrânia.

A União Europeia planeja proibir a entrada de russos que lutaram na Guerra da Ucrânia, em meio a um novo pacote de sanções contra Moscou. A medida integra a 21ª rodada de sanções desde o início da invasão em 2022 e visa pressionar o governo de Vladimir Putin.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a proposta nesta terça-feira. Além da restrição de vistos, o pacote deve mirar setores estratégicos russos, como energia, bancos e pesca, ampliando o peso das sanções sobre a economia do país.

A proposta não detalha o número de pessoas atingidas nem o prazo de implementação. O objetivo é tornar a Europa inatingível para qualquer indivíduo envolvido na invasão, segundo a chefe do Executivo europeu.

A nova rodada prevê ainda manutenção de um teto para o preço do petróleo russo e medidas para coibir o uso de corretoras de criptomoedas para contornar as sanções, afirmou Von der Leyen.

Paralelamente, a UE mantém suporte à Ucrânia. Nesta segunda-feira, foram liberados 2,8 bilhões de euros em ajuda, reforçando recursos para sustentar a economia e reformar o governo, conforme a Comissão Europeia.

O montante faz parte de um fundo criado em 2024, com mais de 50 bilhões de euros em recursos dedicados à Ucrânia. A liberação de 2,8 bilhões representa a sétima parcela vinculada ao cumprimento de reformas.

Em abril, a UE aprovou um pacote maior, permitindo um empréstimo de 90 bilhões de euros a Kiev, para cobrir necessidades orçamentárias e militares. O desbloqueio ocorreu após a Hungria retirar seu veto, em meio a mudanças políticas internas na região.

Perspectivas e próximos passos

  • Analistas avaliam que as sanções podem pressionar setores-chave da economia russa sem interromper totalmente o abastecimento europeu.
  • A UE acompanha de perto os impactos financeiros da ajuda à Ucrânia, que inclui linhas de crédito condicionadas a reformas institucionais.
  • A situação continua sob avaliação, com ajustes potenciais conforme evoluem as ações de Moscou e a adesão de aliados europeus.

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