- A União Europeia pretende proibir a entrada de soldados e ex-combatentes russos no território dos seus 27 países-membros.
- A medida faz parte da 21ª rodada de sanções contra a Rússia desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.
- O pacote impõe teto de US$ 44 por barril de petróleo russo até janeiro de 2027 e mira bancos, empresas de pesca e corretoras de criptoativos suspeitas de ajudar Moscou.
- Também estão previstas restrições à importação de metais, minérios e autopeças, além de inclusão de 30 navios na lista da frota paralela russa.
- A aprovação das sanções depende do consentimento unânime dos Estados-membros; a iniciativa foi inicialmente apresentada pela Estônia.
- Na véspera, a UE liberou mais € 2,8 bilhões em ajuda econômica e militar a Kiev, parte de um fundo de € 50 bilhões instalado em 2024.
A União Europeia anunciou que vai proibir a entrada de soldados e ex-combatentes russos em seus 27 Estados-membros. A medida integra a 21ª rodada de sanções contra a Rússia desde o início da invasão à Ucrânia, em fevereiro de 2022. A ideia é manter Moscou fora do território da UE e reduzir riscos à segurança.
A decisão foi apresentada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (9.jun.2026). A norma depende de aprovação unânime dos 27 membros para entrar em vigor, conforme o protocolo das sanções.
Além do veto a viajantes, o pacote inclui restringir operações de bancos, empresas de pesca e corretoras de criptoativos com suspeita de facilitar o desrespeito a sanções. Também há planos para barrar importação de metais, minérios e autopeças, e incluir 30 navios na frota paralela russa.
A medida visa dificultar a participação de indivíduos ligados ao governo russo na esfera econômica e de segurança da UE, segundo a presidente da comissão. O objetivo é manter o continente inacessível a atores associados à invasão.
A iniciativa foi inicialmente apresentada pela Estônia, ainda neste ano, para mitigar riscos de segurança e conter ataques híbridos promovidos por agências russas, afirma a Comissão Europeia.
Auxílio financeiro a Kiev
Na segunda-feira, a UE aprovou o repasse de mais € 2,8 bilhões em ajuda econômica e militar a Kiev. O montante é a 7ª parcela de um fundo de € 50 bilhões criado em 2024.
Em abril, o bloco aprovou um empréstimo de € 90 bilhões, liberado após a Hungria retirar o veto por mudança de governo. O aporte coincide com avanços ucranianos em território, sobretudo na região de Pokrovsk, desde o início de 2026.
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