- Pelo menos 13 pessoas morreram, incluindo 11 crianças, em ataques aéreos do exército paquistanês em três províncias afegãs.
- Além das mortes, pelo menos 14 pessoas ficaram feridas, todas mulheres e crianças, nos ataques em Kunar, Khost e Paktika.
- O porta-voz do Talibã afegão, Zabihullah Mujahid, disse que os ataques violaram o espaço aéreo e atingiram civis.
- A Índia afirma que mira esconderijos de militantes paquistaneses usados para planejar ataques contra o Paquistão; o Talibã negou as acusações, afirmando que o extremismo no Paquistão é um problema interno.
- A escalada ameaça a trégua frágil entre Paquistão e Afeganistão, vigente desde março e mediada pela China.
Pelo menos 13 pessoas morreram em ataques aéreos do exército paquistanês em três províncias do Afeganistão, segundo o porta-voz do Talibã afegão, Zabihullah Mujahid. 11 das vítimas são crianças. Outras 14 pessoas ficaram feridas, em Kunar, Khost e Paktika.
Os bombardeios terrestre e aéreo atingiram casas de civis, segundo Mujahid, que confirmou a violência em três províncias fronteiriças. Não houve confirmação imediata de autoridades paquistanesas.
Autoridades paquistanesas disseram à Reuters que realizaram ataques aéreos contra esconderijos de militantes que, segundo o governo, utilizam o Afeganistão para planejar ataques contra o Paquistão. O Talibã negou envolvimento externo.
A ofensiva ocorre em meio ao ressurgimento da violência que pode fragilizar a trégua entre os dois países, firmada em março. China tem atuado como mediador para buscar soluções entre Islamabad e Cabul.
Historicamente, Paquistão e Afeganistão mantêm relação tensa na fronteira, com conflitos esporádicos e acusações mútuas de abrigo a militantes. O acordo de cessar-fogo vigente desde março é descrito como frágil.
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