- Um oficial militar sênior russo foi morto em um atentado com carro-bomba próximo a Moscou, segundo veículos de imprensa independentes.
- O coronel Damir Davydov, de 57 anos, chefiava a diretoria de suprimento de munições de artilharia e mísseis, cargo logístico relevante.
- O explosivo sob um BMW detonou por volta de 5h30, terça-feira, enquanto Davydov dirigia perto de sua residência em Balashikha.
- Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro pegando fogo; testemunhas chegaram a tentar ajudar, mas Davydov morreu pouco depois.
- Não houve confirmação de autoria pelas autoridades russas; o ataque ocorre em meio a uma série de assassinatos a oficiais russos desde o início da guerra na Ucrânia.
Um coronel russo responsável pela diretoria de suprimento de artilharia e munições foi morto em um atentado com carro-bomba próximo a Moscou. O dispositivo, instalado debaixo de um BMW, explodiu por volta das 5h30 de terça-feira, quando Davydov dirigia perto de sua residência em Balashikha, segundo a agência independente Astra.
Imagens de câmeras de segurança, veiculadas por meios pró-Kremlin, mostram o veículo pegando fogo e colidindo com um carro estacionado. Testemunhas disseram ter retirado o motorista das chamas; ele morreu pouco depois. Um morador que tentou ajudar relatou que Davydov ainda estava consciente ao ser retirado, mas apresentava ferimentos graves.
Davydov, 57 anos, chefiava uma área-chave de logística, responsável pela distribuição de armas às Forças Armadas russas. Autoridades não comentaram oficialmente o ataque, nem atribuíram a responsabilidade a qualquer parte até o momento.
O episódio ocorre em meio a uma série de assassinatos de oficiais militares russos e figuras pró-guerra desde o início da invasão da Ucrânia. Analistas destacam o potencial impacto sobre a segurança interna e a proteção de autoridades de alto nível, com medidas reforçadas já em vigor para figuras estratégicas.
Contexto e desdobramentos
- O atentado ocorreu a menos de um quilômetro do local onde, há pouco mais de um ano, foi morto em circunstâncias semelhantes o tenente-general Yaroslav Moskalik, ligado ao gabinete de operações das forças russas.
- As investigações sobre o caso devem revelar se houve falha de segurança, motivação ou autoria, com atenção voltada a redes clandestinas associadas a operações de inteligência externas.
- Observadores destacam que ações desse tipo podem ampliar o debate sobre estabilidade interna e técnicas de proteção a altas autoridades no país.
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