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Congresso da Colômbia aprova proibição da mutilação genital feminina

Senado aprova lei que proíbe mutilação genital feminina, tornando a Colômbia o primeiro país da América Latina com legislação específica, sujeita à sanção presidencial

Medida, que agora segue para a sanção do presidente Gustavo Petro, levou dois anos para ser aprovada.
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  • Senado da Colômbia aprova lei que proíbe a mutilação genital feminina, após dois anos de debates, tornando o país o primeiro da América Latina com legislação específica.
  • O projeto segue para sanção do presidente Gustavo Petro, após passar pelas duas casas do Congresso.
  • A lei cria mecanismos estatais de prevenção e tratamento da prática, realizada em meninas recém-nascidas.
  • Segundo a Organização Mundial da Saúde, a remoção do clitóris pode causar problemas de saúde, levar à morte por hemorragia ou infecção, e violar direitos.
  • Entre 2020 e 2025, a ONG Igualdade Agora registra 204 casos na Colômbia, com suspeita de subnotificação.

A Colômbia aprovou uma lei que proíbe a mutilação genital feminina. A votação ocorreu após dois anos de debates no Senado, com apoio para coibir a prática ainda presente em algumas comunidades indígenas. A lei cria mecanismos estatais de prevenção e tratamento.

Com a aprovação, o país se torna o primeiro da América Latina a contar com legislação específica para erradicar a prática. O projeto segue para sanção do presidente Gustavo Petro, para entrar em vigor.

A iniciativa, que tem como foco meninas recém-nascidas, busca reduzir os danos à saúde e garantir os direitos das crianças. Dados da OMS indicam que a remoção do clitóris pode causar problemas graves, incluindo risco de morte.

Em relatos de comunidades, parteiras usam aliancas improvisadas como lâmina de barbear ou prego quente, prática que pode levar a hemorragias e infecções. A origem da prática no país remonta a crenças herdadas durante o colonialismo.

Alejandrina Guasorna, de 71 anos, descreveu que descobriu a mutilação apenas na vida adulta. Ela afirma que havia pressões sociais e que muitas meninas chegavam mortas ou com danos graves.

Durante o debate, a líder Emberá Juliana Domicó afirmou que a prática não deve ser entendida como cultura, mas como algo nocivo imposto às reservas. Ela destacou a necessidade de mudança com a participação das comunidades.

Entre 2020 e 2025, a ONG Igualdade Agora registrou 204 casos de mutilação genital na Colômbia, embora haja possibilidade de subnotificação. As informações são divulgadas pela AFP.

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