- Em Herat, Afeganistão, forças do Talibã atiraram contra manifestantes durante um protesto incomum contra o dress code de hijab feminino; pelo menos duas pessoas morreram.
- Cerca de setenta pessoas participaram do protesto na terça-feira, apesar do forte aparato de segurança, com palavras de ordem por educação, trabalho e liberdade.
- Relatos indicam prisões de mulheres e meninas acusadas de “hijab inadequado” e famílias sem informações sobre o paradeiro ou o estado de detidos.
- Testemunhas afirmam que houve feridos e dezenas de detenções após a dispersão, com vídeos que mostram disparos de forças de segurança.
- Organizações de direitos humanos criticam as detenções arbitrárias e a repressão; autoridades talibãs negam as prisões, classificando as acusações como infundadas.
Dois mortos e dezenas de feridos após protesto raro em Herat, Afeganistão, contra o manejo de mulheres presas por suposto não cumprimento do código de vestir hijab. A manifestação ocorreu na cidade de Herat, na província ocidental, com forte presença de forças de segurança talibã. Os relatos indicam repressão durante as reivindicações por educação, trabalho e liberdade, após uma onda de prisões de mulheres e jovens.
Segundo moradores, cerca de 70 pessoas participaram do protesto na terça-feira, enfrentando um elevado aparato de segurança. Fontes locais descrevem que as autoridades dispersaram o grupo com uso de força, resultando em feridos e em uma série de detenções. Vídeos compartilhados mostram confrontos entre manifestantes e forças de segurança.
Observadores de direitos humanos destacam que as detenções ocorreram em um contexto de restrições anteriores ao espaço público para mulheres. Organizações afirmam que as mulheres presas teriam sido tratadas de forma desproporcional, enquanto distritos vizinhos sinalizam a continuidade de ações de repressão contra manifestações. Entidades como Amnesty International apontam a escalada de restrições e de violência contra quem protesta.
Repercussões e contexto
Autoridades talibãs em Herat contaram à mídia oficial que relatos de prisões por questões de hijab seriam infundados, negando qualquer detenção nesse âmbito. Especialistas ressaltam que protestos são incomuns no Afeganistão desde o retorno do regime, com restrições a reuniões não autorizadas e respostas duras a indícios de dissenso. Organizações de direitos humanos destacam a necessidade de responsabilização por uso excessivo da força.
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