- O governo dos Estados Unidos pediu à Europa que imponha restrições de viagem a pessoas que estiveram recentemente em países da África Central afetados pelo Ebola, para evitar a propagação durante a Copa do Mundo.
- O CDC proibiu a entrada de não cidadãos que passaram pelos países República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos 21 dias anteriores, com triagem em aeroportos americanos.
- O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que não se deve permitir que o Ebola entre nos EUA, e o governo intensificou ações no exterior para proteger os cidadãos.
- A medida foi apresentada em uma démarche diplomática em 1º de junho; a União Europeia não se posicionou de imediato, e Rubio e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram o assunto por telefone.
- Os EUA afirmam ter enviado 150 toneladas de suprimentos médicos e prometido mais de 200 milhões de dólares para a resposta ao Ebola, medida apresentada em meio à emergência declarada pela Organização Mundial da Saúde.
O governo dos Estados Unidos pediu que países europeus imponham restrições de viagem a pessoas que passaram recentemente por países da África Central atingidos pelo surto de ebola. A medida visa evitar a propagação do vírus durante a Copa do Mundo, segundo autoridades ouvidas pela imprensa.
Washington publicou uma démarche formal em 1º de junho pedindo respostas coordenadas da União Europeia. Segundo fontes, os Estados-membros ainda não haviam respondido até a terça-feira. O objetivo é ampliar o conjunto de mecanismos para impedir a entrada de eventuais portadores do vírus.
O CDC já havia proibido a entrada de não cidadãos que estiveram na República Democrática do Congo, em Uganda ou no Sudão do Sul nos 21 dias anteriores. A regra prevê triagem específica para viajantes nos aeroportos norte-americanos.
Segundo autoridades do Departamento de Estado, as medidas de viagem, aliadas a financiamentos destinados à resposta ao surto, mostram a intensificação dos esforços para proteger os norte-americanos da cepa Bundibugyo do ebola. A OMS classifica a doença como emergência de preocupação internacional.
Outra autoridade afirmou, sob anonimato, que países devem contribuir financeiramente e adotar restrições de viagens provenientes da área afetada para evitar novas disseminações. O objetivo é proteger torcedores, atletas e visitantes da Copa do Mundo.
Rubio e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, discutiram a resposta ao ebola em ligação nesta terça-feira, segundo o Departamento de Estado. O foco do governo americano continua sendo a saúde pública e a prevenção de chegada do vírus aos EUA.
O governo dos EUA tem destacado ações de assistência, afirmando ter fornecido 150 toneladas de suprimentos médicos e prometido mais de 200 milhões de dólares para países afetados. A gestão enfatiza o papel de Washington como principal contribuinte financeiro à resposta internacional.
A Copa do Mundo de 2026, sediada por EUA, Canadá e México, tem gerado ajustes de segurança em várias frentes. O surto de ebola, no entanto, não alterou o calendário oficial, mantendo o torneio programado para iniciar em breve.
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