- O governo dos EUA negou a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan para a Copa do Mundo, alegando vínculos com suspeitos de integrar organizações terroristas.
- Artan, eleito o melhor árbitro da África em 2025, estava para tornar-se o primeiro somali a apitar uma Copa, mas foi impedido pela Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) no fim de semana.
- A Federação Internacional de Futebol (Fifa) informou que Artan não poderá treinar nem atuar no torneio, que começa esta semana nos Estados Unidos, México e Canadá; a Somália afirmou lamentar o ocorrido e buscar negociações.
- A CBP informou que um cidadão somali chegou a Miami vindo de Istambul e foi considerado inadmissível após verificação; uma autoridade não identificada disse que Artan representava ameaça à segurança nacional.
- A Fifa disse não participar de decisões migratórias; o caso continua sob apuração, com o governo somali e a Federação Somali de Futebol buscando explicações.
O governo dos Estados Unidos informou na terça-feira 9 que negou a entrada do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan para a Copa do Mundo. A decisão ocorreu nos arredores do Aeroporto de Miami, após verificação de segurança. O motivo indicado envolve vínculos com suspeitos de integrar organizações terroristas.
Artan era considerado o primeiro somali a apitar uma Copa do Mundo e havia sido eleito o melhor árbitro da África em 2025. Segundo a CBP, ele foi impedido de entrar no país durante a verificação de rotina, após informações desabonadoras surgirem durante o processo.
A Fifa confirmou que Artan não poderá participar dos treinamentos nem do torneio que começa nos Estados Unidos, Canadá e México. O anúncio oficial enfatizou que a situação não envolve decisões da entidade sobre vistos ou migração, apenas as normas aplicáveis aos envolvidos.
A CBP não detalhou a identificação do viajante, apenas informou que um cidadão somali chegou a Miami vindo de Istambul e foi considerado inadmissível. Posteriormente, várias autoridades afirmaram que Artan representava uma ameaça à segurança nacional.
Uma autoridade norte-americana citada pela imprensa afirmou que informações adicionais indicaram associação com suspeitos de integrar organizações terroristas. A fonte explicou que isso deixou Artan inelegível para admissão conforme a Lei de Imigração e Nacionalidade.
O governo da Somália informou ter tentado, sem sucesso, negociar com os EUA e com a Fifa para a participação de Artan no Mundial. O ministério dos Esportes registrou pesar pelo ocorrido e ressaltou as conquistas do árbitro para o país.
A Federação Somali de Futebol lamentou o desfecho, destacando o impacto positivo de Artan para o esporte do país. A entidade disse não ter recebido explicações oficiais sobre a recusa e busca esclarecimentos com a Fifa e autoridades competentes.
Política migratória americana preocupa diante da Copa. O comissário da CBP, Rodney Scott, reiterou que a lei vale para todos, e que a entrada não é assegurada por composições esportivas. A posição reforça o rigor nas admissões de estrangeiros.
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