- A Índia lançou seu primeiro carro com motor flex, o Maruti Suzuki Wagon R Flex Fuel, inicialmente voltado apenas para uso comercial.
- O carro usa motor 1.2 litros (K12N) com infraestrutura para flex, incluindo bomba de combustível reforçada e central eletrônica recalibrada; dados de potência, consumo e preço ainda não foram divulgados.
- A Wagon R Flex Fuel pode operar com misturas de etanol e gasolina, hoje com E20 e com possibilidade de E85 ou E100 no futuro.
- O lançamento visa reduzir a dependência do petróleo importado, que representa cerca de oitenta e sete por cento do consumo interno, fortalecendo a economia rural com etanol.
- O governo planeja criar corredores de abastecimento de etanol e ampliar postos, com meta de cinco centenas de pontos de venda até o fim de dois mil e vinte e sete.
A Índia lançou seu primeiro carro com motor flex, seguindo o example do Brasil. O modelo é o Maruti Suzuki Wagon R Flex Fuel, apresentado como passo estratégico para diversificar combustíveis. O lançamento ocorre após a empresa já ter mostrado o veículo em eventos desde 2022.
O Wagon R Flex Fuel mantém a base do modelo existente, com carroceria compacto e espaço para uso comercial. O veículo mede 3,65 m de comprimento, 1,62 m de largura e 1,67 m de altura, com entre-eixos de 2,43 m e motor K12N de 1,2 litro. A versão flex terá bomba reforçada, novos bicos injetores, proteção anticorrosão e central recalibrada.
A tecnologia permite rodar com mistura de etanol e gasolina. Hoje, a Índia já utiliza E20 e pode chegar a E85 e até E100 em futuras evoluções. A versão de produção foca inicialmente o uso comercial, com expectativa de ampliar a aplicação a outros segmentos.
Estratégia de mercado e competição
O lançamento é visto como forma de reduzir a dependência do petróleo importado, que representa 87% do consumo interno. O etanol é apontado como caminho para fortalecer a economia rural e a indústria agrícola, além de oferecer preço potencialmente menor ao consumidor.
O governo indiano planeja ampliar a infraestrutura de abastecimento de etanol, com prioridade para corredores entre cidades e expansão de E85 em centros urbanos. A meta é chegar a 500 postos de combustível com etanol até o fim de 2027.
Infraestrutura e próximos passos
As autoridades indicam que o custo do etanol deverá ficar mais competitivo para estimular a adoção. Enquanto avança a produção do Wagon R Flex Fuel, a indústria aguarda a expansão de redes de abastecimento para sustentar o uso de etanol em maior escala. O foco é facilitar a transição para fontes de energia mais subsidiárias ao petróleo.
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