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Mulher se escondeu no banheiro para cobrir desembarque do Dia D

Jornalista Martha Gellhorn infiltrou-se em navio hospital para cobrir o desembarque em Normandia, tornando-se a única mulher correspondente no terreno no Dia D

Martha Gellhorn and her husband, Ernest Hemingway, both wrote about the D-Day landings (Credit: Getty Images)
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  • Martha Gellhorn cobriu a invasão da Normandia em 1944, tornando-se a única correspondente mulher no terreno.
  • Ela se infiltrou em um navio-hospital para entrevistar enfermeiras, trancando-se em um banheiro até o navio estar em viagem.
  • Mesmo com a negativa das Forças Armadas, cruzou a Europa para chegar à Normandia a tempo de Omaha na manhã de 7 de junho.
  • A disputa com Ernest Hemingway é mencionada: ele levou o assignment para Londres, enquanto ela seguiu viagem em um cargueiro norueguês com explosivos.
  • Ao retornar a Londres, foi presa pela polícia militar por viajar à Normandia sem autorização.

Martha Gellhorn, jornalista norte-americana, conseguiu cobrir o desembarque da Normandia em junho de 1944 sem autorização policial. Sua ação ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando lutava para registrar o cotidiano das tropas e dos civis diante das operações militares.

A jornalista traçou uma rota de alto risco para alcançar o front. Ela se infiltrou em um navio-hospital usando uma justificativa de reportagem de uma pauta feminina, depois de se manter em silêncio em um banheiro durante o embarque rumo à costa francesa.

Gellhorn descreveu, mais tarde, a cronologia da operação sob uma lente de observação aguda. Sua cobertura destacou não apenas as táticas, mas também as reações humanas, como o choque, o cansaço e momentos breves de alívio entre o caos.

Ela ficou conhecida por chegar ao território sob condições desafiadoras, sendo a única correspondente mulher presente em Omaha Beach ao amanhecer de 7 de junho. Sua presença desafiou a norma de gênero da época na imprensa.

Ao longo de uma carreira de seis décadas, Gellhorn cobriu também a Guerra Civil Espanhola, a ocupação nazista, a libertação de Dachau e conflitos ao redor do mundo, incluindo Cuba e a Finlândia. Sua escrita combinava brutalidade e humanidade.

Gellhorn manteve uma relação complexa com Ernest Hemingway, com quem viveu no passado e contrabalanceou a carreira de repórter. A rivalidade profissional é mencionada em relatos biográficos, sublinhando seu papel singular no jornalismo de guerra.

Além das reportagens de campo, a autora colaborou com revistas de grande circulação e participou de coberturas históricas que influenciaram a visão pública sobre os eventos do século XX, especialmente por registrar detalhes cotidianos.

Enquanto narrava as cenas, Gellhorn relatou episódios surpreendentes entre combatentes, civis e militares, incluindo a convivência entre soldados, enfermeiras e motoristas de apoio, além de descrever a atmosfera após as primeiras impressões da invasão.

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