- A Agência Internacional de Energia Atômica aprovou uma resolução que exige que o Irã permita a verificação de seu estoque de urânio enriquecido e o acesso total de inspetores às instalações nucleares.
- A medida foi aprovada por 21 dos 35 membros do conselho executivo da AIEA; 10 Estados abstiveram, 3 votaram contra (Rússia, China e Níger); a Venezuela não estava presente.
- Os Estados Unidos lideraram a iniciativa, com apoio de Reino Unido, França e Alemanha, elevando as tensões entre Washington e Teerã em meio a ataques regionais.
- O Irã reagiu, dizendo que a resolução é tendenciosa e acusando o diretor-geral Rafael Grossi de querer se alinhar aos EUA durante sua campanha para secretário-geral da ONU.
- As resoluções da AIEA dependem de adesão dos países-membros, mas dúvidas persistem sobre a eficácia prática da agência diante da resistência iraniana.
A AIEA aprovou nesta quarta-feira uma resolução que exige que o Irã permita a verificação de seu estoque de urânio enriquecido e o acesso total de inspetores a instalações nucleares. A medida foi aprovada por 21 dos 35 membros do conselho executivo. O Irã reagiu com protesto.
A resolução, apresentada pelos Estados Unidos com apoio de Reino Unido, França e Alemanha, aumenta a pressão sobre Teerã no atual momento de tensões regionais. Ainda não há indicação de sanções diretas adotadas pela AIEA.
Contexto histórico
Desde o acordo de 2015, o Irã restringia o enriquecimento de urânio para evitar armas nucleares. Em 2018, os EUA se retiraram do pacto e reintroduziram sanções, levando Teerã a ampliar gradualmente o enriquecimento. Hoje, o estoque alcançou patamar relevante.
Dinâmica regional e críticas
A tensão envolve Estados Unidos, Israel e aliados europeus, com ataques e retaliações recentes no Oriente Médio. O Irã acusa a AIEA de alinhamento com Washington e de perseguir objetivos políticos na campanha para ocupar a ONU.
Reações oficiais e próximos passos
O governo iraniano classificou a resolução como tendenciosa. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, afirma apenas que inspeções são necessárias para confirmar não haver desenvolvimento nuclear militar. As ações futuras dependem de negociações entre as partes.
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