- O Likud confirmou no dia dez de outubro que Benjamin Netanyahu disputará a reeleição nas eleições legislativas previstas até outubro.
- O pleito será o primeiro desde os ataques do Hamas em sete de outubro de dois mil e vinte e três e ocorre em meio ao desgaste do premiê.
- Netanyahu, em quinto mandato, já enfrentava protestos e críticas por política de segurança e por uma proposta de reforma do Judiciário, que foi derrubada em janeiro de dois mil e vinte e quatro.
- O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse não saber se o aliado pretende continuar na vida pública, gerando dúvidas sobre a relação entre os dois países.
- Pesquisas indicam dificuldades para a coalizão no poder, com uma sondagem (Instituto para a Democracia de Israel) mostrando sessenta e um por cento dos israelenses contra a candidatura, e a oposição enfrentando obstáculos para formar maioria sem apoio de partidos árabes.
Em meio a dúvidas de Trump, o Likud confirmou que Benjamin Netanyahu disputará a reeleição em Israel. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, 10, poucas horas após o presidente dos EUA admitir incerteza sobre o futuro do aliado na vida pública. A votação está prevista para até outubro, conforme a legislação local.
Netanyahu lidera o governo desde 2022, em um cenário de desgaste por acusações de corrupção e críticas à condução dos conflitos na região. O pleito ocorre pela primeira vez desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, em meio a tensões com Gaza, Líbano e Irã.
A confirmação foi feita pelo Likud, que disse que Netanyahu será candidato e que, com a ajuda de Deus, sairá vitorioso. A eleição ainda não foi formalmente convocada, mas a agenda legislativa prevê a votação até outubro deste ano.
Contexto político interno
Pesquisas divulgadas apontam dificuldades para a coalizão atual, com 61% dos israelenses dizendo que o premiê não deveria concorrer à reeleição, segundo o Instituto para a Democracia de Israel. A oposição enfrenta obstáculos para formar maioria sem apoio de partidos árabes.
Relação com os EUA
Autoridades de ambos os países asseguram que Trump e Netanyahu seguem próximos, apesar de momentos de tensão. A parceria envolveu ações conjuntas contra o Irã, iniciadas em fevereiro. Trump pediu que Israel limite operações no Líbano durante negociações de paz com Teerã.
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