- A abertura do Gordie Howe International Bridge entre Ontário e Michigan foi novamente adiada, com a cerimônia de inauguração prevista para sexta-feira sem nova data anunciada.
- A Windsor-Detroit Bridge Authority informou que Canadá e Estados Unidos concordaram em atrasar a abertura para resolver questões pendentes, adotando uma abordagem colaborativa para definir a data.
- O primeiro-ministro canadense Mark Carney havia sinalizado que a ponte pode não abrir no prazo, mas não houve “grande drama”, segundo ele.
- O custo estimado é de CAD 6,4 bilhões; a construção começou em 2018 e enfrentou atrasos por Covid-19 e pressões políticas.
- A iniciativa, que liga Ontario a Michigan, é alvo de questionamentos da família Moroun, proprietária da Ambassador Bridge, enquanto autoridades dos dois países afirmam que a ponte gerará empregos e benefícios econômicos.
A abertura de uma nova ponte ligando os EUA e o Canadá foi novamente adiada, segundo a organização canadense responsável pela obra. A cerimônia de corte de fita, prevista para sexta-feira, não tem data definida.
A ponte Gordie Howe, nomeada em homenagem ao ídolo do hóquei canadense, era vista como importante elo econômico entre Canadá e Estados Unidos. A Windsor-Detroit Bridge Authority informou que as partes mantêm uma abordagem colaborativa para definir a nova data.
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, mencionou que a possibilidade de atraso existe, mas afirmou que não haveria grande drama. A WDBA não detalhou os motivos específicos da nova postergação.
Contexto da obra
A construção liga Ontario, no Canadá, a Michigan, nos EUA, e teve início em 2018. A obra já acumula atrasos por pandemia de Covid-19 e disputas políticas entre os governos.
O custo estimado é de 6,4 bilhões de dólares canadenses. A empresa pública Windsor-Detroit Bridge Authority administra o projeto, que enfrenta resistências de concorrentes privados na região.
Críticos e defensores divergiram sobre impactos. O Moroun family, proprietária da ponte privada Ambassador, atuou para influenciar a oposição ao projeto, alegando perda de controle de tarifas.
Entre apoiadores, autoridades de Michigan e de Windsor destacam potenciais ganhos de empregos e dinamização econômica. A negociação envolve temas de controle, tarifas e logística de tráfego entre os dois países.
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