- Ex-agentes do FBI dizem que muitos membros, incluindo líderes, foram demitidos, forçados a sair ou se aposentaram sob a administração de Donald Trump e Kash Patel.
- Em resposta, formou-se a Rede de Apoio ao FBI, que busca oferecer suporte jurídico, busca de emprego e saúde mental a ex-agentes, além de apoiar os que permanecem sob a liderança atual.
- A organização sustenta que houve um ataque sem precedentes à integridade institucional e à força de trabalho do FBI desde que Patel assumiu o cargo, prometendo revelar valores tradicionais da agência.
- Estima-se que até dois mil e oitocentos agentes tenham saído desde janeiro de 2025, segundo a própria instituição, em comparação com mil e cem conforme o Departamento de Gestão de Pessoal.
- O vídeo de lançamento da rede inclui intervenção de Brian Driscoll e uma participação de Robert Mueller, destacando a missão única do FBI e o orgulho de preservar seu legado.
Foi criada uma rede de apoio para ex-agentes do FBI que saíram ou foram afastados durante a gestão de Donald Trump. A iniciativa busca atender necessidades legais, de recolocação profissional e de saúde mental de ex-investigadores, além de apoiar os que permanecem na agência.
A mobilização partiu de ex-funcionários do FBI preocupados com o que dizem ser um ataque institucional à agência sob a condução de Kash Patel, indicado pelo governo para liderar o FBI. Segundo integrantes da rede, a pressão interna tem levado à demissão ou saída de vários líderes e analistas.
A rede operaria, segundo relatos, com apoio de profissionais que já ocupavam cargos estratégicos e que afirmam testemunhar um impacto devastador sobre a integridade institucional e sobre a força de trabalho. Estariam entre os apoiadores ex-diretores e agentes de alto escalão.
A oferta inclui apoio psicológico para quem já deixou a instituição e para quem permanece, além de orientação de carreira e assistência legal, segundo os relatos dos envolvidos. A iniciativa descreve-se como um canal para manter valores tradicionais do FBI.
Entre os membros, destacam-se profissionais que ocuparam funções de direção interina e que, após desfasamentos com políticas recentes, deixaram o FBI. Um vídeo da rede apresenta o objetivo de apoiar agentes, analistas e funcionários que se sentem sob ataque.
Em meio às acusações de reconfiguração de finalidade institucional, a rede enfatiza a importância do papel do FBI na aplicação da lei e no estado de direito. Delegados e profissionais de segurança reforçam a necessidade de manter a missão da agência.
Críticas sobre a dimensão das saídas indicam que parte dos desligamentos ocorreu desde janeiro de 2025, segundo números citados por membros da rede, enquanto o órgão de gestão de recursos humanos aponta valores inferiores. A diferença de contagens é alvo de debate entre as partes.
Analistas ouvidos pela reportagem afirmam que o movimento sinaliza preocupação com a moral e a continuidade institucional. Observadores ressaltam que, mesmo em contexto contencioso, o FBI permanece na linha de frente de investigações e proteção da lei.
Fontes associadas à Steady State, grupo de profissionais de segurança, consideram a formação da rede como um indicativo do impacto das políticas atuais sobre a lei e a ordem. Eles destacam que a organização de ex-funcionários demonstra resistência institucional.
A rede afirma atuar de forma independente, oferecendo suporte a quem não pode defender publicamente a própria trajetória. As ações buscam preservar a memória institucional e promover o entendimento sobre a relevância de atividades-chave do FBI.
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