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Negociações por acordo se intensificam, mas ataques dos EUA e Irã atrapalham cessar-fogo

Negociações sobre memorando ganham impulso, porém ataques dos EUA e do Irã dificultam cessar-fogo e levantam impasse sobre liberação de fundos iranianos congelados

Pessoas passam por um outdoor representando o falecido líder da Revolução Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, e o falecido líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em uma rua de Teerã, Irã, em 10 de junho de 2026 Majid Asgaripour/WANA via REUTERS
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  • EUA e Irã realizaram ataques aéreos nesta quinta-feira; o presidente Donald Trump ameaçou novos ataques se Teerã não aceitar imediatamente um acordo de paz, enquanto fontes iranianas indicaram que as negociações sobre um memorando se intensificaram.
  • Há discussões sobre um mecanismo para liberar bilhões de dólares em fundos iranianos congelados, com estimativas de US$ 6 bilhões a US$ 12 bilhões; o Irã quer liberação para bens humanitários e Londres não vê devolução dos recursos.
  • O objetivo de um acordo é abrir espaço mínimo para Teerã, desbloquear ativos e suspendre a guerra, segundo fontes iranianas, enquanto os EUA repetem a exigência de fim de restrições ao estreito de Ormuz.
  • As hostilidades se intensificaram, matando milhares e elevando o preço do petróleo; ataques atingiram bases americanas e ações de retaliação ocorreram na região, após a derrubada de um helicóptero Apache norte-americano.
  • As forças iranianas afirmaram ter contra-atacado alvos dos EUA no Kuwait, Bahrein e na base de al-Azraq na Jordânia; Washington afirmou que retaliou instalações de defesa aérea e sistemas de vigilância no Irã.

Os EUA e o Irã realizaram ataques aéreos nesta quinta-feira, 11 de junho de 2026, em resposta a ofensivas anteriores, enquanto negociações sobre um possível memorando de paz se intensificaram, segundo fontes próximas aos dois lados. A ofensiva ocorreu após o derrube de um helicóptero próximo ao estreito de Ormuz.

Três fontes iranianas e uma autoridade europeia indicaram que mensagens entre EUA e Irã passaram a tratar detalhes de um memorando após um entendimento político preliminar, com questões técnicas ainda pendentes, incluindo um mecanismo de liberação de fundos iranianos congelados.

O Irã busca desbloquear receitas de petróleo congeladas, estimadas entre US$ 6 bilhões e US$ 12 bilhões, enquanto Washington defende liberá-las em etapas apenas para bens humanitários. As fontes ressaltaram que o objetivo é criar espaço mínimo de manobra para Teerã.

Trump afirmou que um acordo estaria próximo, porém autoridades americanas não comentaram o andamento específico das negociações indiretas. O presidente também advertiu que ataques poderiam recomeçar caso Teerã não concorde de imediato com o acordo.

As hostilidades intensificaram-se mesmo após um cessar-fogo frágil, acordado no início de abril, com retaliações no Irã, no Líbano e contra bases americanas na região. Na semana, houve ataques de resposta a ações anteriores, incluindo ataques a instalações de defesa aérea no Irã.

As Forças Armadas dos EUA disseram que seus alvos foram capacidades de vigilância, sistemas de comunicação e defesas aéreas iranianas, em retaliação a ataques que chamaram de agressão. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter retaliado 18 alvos dos EUA em diversas bases da região.

O Irã também informou lançamento de contra-ataques contra a Quinta Frota da Marinha dos EUA, no Bahrein, além de ataques a bases na Jordânia. O Bahrein reportou danos a casas e ferimentos leves em uma menina de 11 anos, provocados por destroços de drones interceptados.

O Kuwait fechou temporariamente seu espaço aéreo durante um ataque iraniano, e o Irã relatou explosões em várias cidades próximas ao estreito de Ormuz, incluindo Sirik, Bandar Abbas e Karaj. Em contrapartida, o Comando Central dos EUA negou o fechamento do estreito ou danos a navios americanos.

Fontes apontam disputas sobre a forma de liberar recursos iranianos presos, com o Irã defendendo a liberação direta de uma parte substancial dos fundos, enquanto Washington prefere liberação condicionada a usos humanitários e não à devolução total aos iranianos.

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