- Um complexo próximo a Dhaka abriga uma fábrica de vidro com área de produção quase do tamanho de um campo de futebol, com máquinas cobertas por lonas.
- Ao lado, uma usina siderúrgica está em construção e o início da produção ainda não ocorreu.
- As instalações deveriam simbolizar o crescimento econômico de Bangladesh, baseado no gás natural liquefeito disponível.
- Em vez disso, evidenciam como a escassez de energia pode frear o progresso do país.
- O cenário ocorre em um momento em que o novo governo, liderado pelo primeiro-ministro Tarique Rahman, busca reverter a trajetória econômica.
O atraso de fornecimento de gás natural está atrasando planos industriais em Bangladesh. Em um complexo próximo a Dhaka, uma nova fábrica de vidro tem o piso de produção quase do tamanho de um campo de futebol, mas as máquinas permanecem cobertas por lonas. A cena evidencia como a escassez de energia atrapalha investimentos.
Ao lado, uma siderúrgia em construção teve o ritmo reduzido e ainda não iniciou a produção. O complexo era visto como símbolo do impulso econômico do país, com base no gás natural liquefeito. Em vez disso, aponta para os impactos da atual falta de energia sobre o polo industrial.
O governo, liderado pela primeira-ministra Tarique Rahman, tem tentado reverter o cenário econômico. A preocupação é que a indisponibilidade de energia comprometa planos de expansão e a transição para indústria pesada, previstos para fortalecer o crescimento.
Energia e indústria em pauta
A dependência de LNG para suprir a demanda industrial é apontada como fator central do problema. Analistas destacam que a interrupção de fornecimento eleva custos e gera incertezas para projetos de longo prazo no setor manufatureiro.
Executivos de empresas do ramo dizem que a demora afeta prazos de entrega, investimentos e empregos indiretos. O efeito prático, segundo eles, é a postergação de etapas de produção previstas para este ano no polo ao norte da capital.
Especialistas ressaltam ainda que a solução dependerá de acordos para ampliar e diversificar fontes energéticas, bem como de melhorias na infraestrutura de distribuição. O tema ganha relevância à medida que o governo busca estabilizar a economia com reformas estruturais.
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